MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AEROESPACIAL
PORTARIA DCTA/ Nº 577, DE 3 DE JULHO DE 2026.
Aprova a instrução que dispõe sobre o Projeto
Pedagógico do Curso Básico de Preparação para
Operações de Lançamento (CBPOL).
O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AEROESPACIAL, no uso de suas
atribuições previstas no inciso IV do art. 11 do ROCA 20-4 “Regulamento do Departamento de Ciência e
Tecnologia Aeroespacial”, aprovado pela Portaria GABAER/GC3 nº 1.490, de 15 de agosto de 2024, alterada
pela Portaria GABAER/GC3 n° 1.096, de 11 de dezembro de 2025; e considerando o que consta do Processo n°
67703.000962/2026-60, resolve:
Art. 1º Fica aprovada a ICA 37-1082 “Projeto Pedagógico do Curso Básico de Preparação para Operações de
Lançamento (CBPOL)”, na forma dos anexos I a VI.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Ten Brig Ar MAURO BELLINTANI
Diretor-Geral do DCTA
ANEXO I
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO BÁSICO DE PREPARAÇÃO PARA OPERAÇÕES DE LANÇAMENTO - (CBPOL)
ICA 37- 1082
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º A presente instrução tem por finalidade estabelecer o Projeto Pedagógico de Curso para o Curso
Básico de Preparação Para Operações de Lançamento (CBPOL), ministrado pelo Centro de Lançamento da
Barreira do Inferno (CLBI).
Art. 2º Esta Instrução se aplica ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), através do
Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) na modalidade Presencial.
CAPÍTULO II
APRESENTAÇÃO
Art. 3º O Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento, visa capacitar profissionais civis e
militares que estejam diretamente envolvidos em atividades afetas ao lançamento de veículos espaciais.
Art. 4º Os princípios do Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento (CBPOL), o:
a)
Foco;
b)
Liderança;
c)
Engajamento das pessoas;
d)
Abordagem de processos;
e)
Melhoria;
f)
Tomada de decisões baseada em evidências; e
g)
Gestão de relacionamento.
Art. 5º Destina-se, especificamente, ao uso pedagógico e administrativo do Curso Básico de Preparação Para
Operações de Lançamento (CBPOL).
CAPÍTULO III
OBJETIVOS DO CURSO
Art. 6º Tem a finalidade de capacitar os servidores e militares a compreender os conceitos relacionados ao
funcionamento dos diversos setores e estações operacionais do CLBI, para que durante as atividades de
preparação, lançamento e rastreio possam executar suas atividades com elevado nível de conhecimento,
segurança, qualidade e responsabilidade.
Art. 7º Traçar nos participantes os contextos de aprendizagem que os capacitem:
I -
Identificar a estrutura dos setores operacionais;
II -
Identificar e compreender os riscos envolvidos nas operações de lançamento no tocante à Segurança de
voo e Segurança de superfície;
III -
Identificar os meios utilizados por cada função operacional;
IV -
Identificar e compreender os protocolos e restrições que devem ser seguidos por todas às estações;
V -
Compreender os conceitos aplicados às atividades de rastreio nos diversos sistemas e estações se
conectam/relacionam ao radar Bearn durante uma operação de rastreio; e
VI -
Reconhecer a importância de disseminar que o CLBI é referência no setor aeroespacial por possuir
pessoal capacitado em manusear e operar os mais diferentes tipos de veículos da área espacial.
CAPÍTULO IV
PERFIL DO EGRESSO
Art. 8º O Curso Básico de Preparação Para Operações de Lançamento (CBPOL) tem por finalidade capacitar
os profissionais na área de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais para compreender os conceitos
relacionados ao funcionamento dos diversos setores e estações operacionais, para que durante as atividades
de preparação, lançamento e rastreio possam executar suas atividades com elevado nível de conhecimento,
segurança, qualidade e responsabilidade.
Seção I
Perfil de Ingresso
Art. 9° Os alunos do Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento (CBPOL) devem ser
profissionais que, preferencialmente, atuam na área aeroespacial nas mais diversas atividades de
lançamento e rastreio.
Art. 10. O aluno estará condicionado ao público: Oficial, Suboficial, Graduado, Servidor Assemelhado ou Civil,
dentro das condições nelas exigidas. É recomendável que a aluno tenha o curso de Ensino Médio completo.
CAPÍTULO V
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Art. 11. O curso está estruturado na modalidade presencial e será concebido a partir do campo Técnico-
operacional, na área Aeroespacial, é composto por um módulo teórico e por instruções práticas, que
incluem a instalações do CLBI e atividades com simulações de lançamentos, com duração de cinco (05) dias,
com carga horária de quarenta (40) horas envolvendo as disciplinas de Preparação e Lançamento,
Segurança de Voo, Telemetria, Trajetografia e sincronização, Rastreio Radar de Veículos Espaciais,
Meteorologia, Logística, Qualidade e Segurança de Superfície, Gestão Operacional, Meteorologia dos quais
serão apresentados especificamente os principais componentes/instrumentos que fazem parte de cada
disciplina.
Art. 12. Organização curricular do Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento (CBPOL) na
área organizações do setor aeroespacial e de defesa, com uma carga horária de 40 horas,
conforme
apresentada por meio da Matriz Curricular especificada no anexo V.
Seção I
Matriz Curricular
Art. 13.
A Matriz Curricular dispõe, por meio de quadro explicativo, as disciplinas com suas respectivas cargas
horárias distribuídas por Campo de Formação e pela carga horária específica da avaliação
. O Curso Básico
de
Preparação Para Operações de Lançamento (CBPOL)
está estruturado no campo Técnico Especializado e
abordará as seguintes disciplinas:
I -
Gestão Operacional;
II -
Segurança de Voo;
III -
Telemedidas;
IV -
Sistemas de Trajetografia e Sincronização;
V -
Visitação aos Radares e à Estação de Telemedidas;
VI -
Preparação e Lançamento;
VII -
Segurança de Superfície;
VIII -
Visitação às Instalações da Seção de Preparação e Lançamento (SPL);
IX -
Radares de Trajetografia;
X -
Logística Operacional;
XI -
Qualidade Aplicada a Operações de Lançamento e Rastreios; e
XII -
Meteorologia em Operações de Lançamento.
§ 1º O Anexo V deste projeto pedagógico de curso apresenta a matriz curricular no formato de tabela.
Seção II
Ementário
Art. 14. O ementário tem por objetivo descrever o conteúdo da disciplina, os objetivos e o referencial
bibliográfico.
§ 1º O ementário de cada disciplina está disposto no Anexo VI.
Seção III
Atividades de Complementação
Art. 15. As atividades complementares possuem natureza curricular e objetivam melhorar, organizar e fomen-
tar o desenvolvimento do aluno por meio dos conteúdos ministrados, contextualizando as disciplinas aborda-
das no decorrer do curso. Essas disciplinas podem incluir:
I – Complementação da Instrução;
II – Atividades Administrativas;
III – Atividades de Avaliação; e
IV – Flexibilidade da Programação.
Seção IV
Atividades Administrativas
Art. 16. Compreende como atividades administrativas:
I – Planejamento e coordenação do curso;
II – Apoio administrativo ao corpo docente;
III – Coleta de dados e análise dos resultados referente ao curso;
IV – Elaboração de relatórios referente ao desempenho dos alunos;
V – Elaboração de documentação referente ao andamento do curso; e
VI – Reuniões administrativas.
CAPÍTULO VI
METODOLOGIA DE ENSINO
Art. 17. As aulas serão realizadas pela técnica de aula expositiva (AE) com utilização de projetor visual,
computador, ponteira a laser e passador de slides.
§ 1º Os instrutores selecionados devem possuir conhecimentos técnicos, preferencial-mente teóricos e
práticos, nas disciplinas sob suas responsabilidades.
§ 2º É desejável que as instruções sejam realizadas utilizando recursos audiovisuais (vídeos, imagens, áudios
etc) e correlacione as informações com exemplos práticos de emprego (táticas, técnicas e procedimentos),
como forma de esclarecer o conteúdo das aulas.
Art. 18. É relevante considerar a necessidade de comprometimento, aptidão e envolvimento dos instrutores
envolvidos no treinamento.
CAPÍTULO VII
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Art. 19. O procedimento de avaliação dos participantes do Curso Básico de Preparação para Operações de
Lançamento (CBPOL) será por intermédio de aplicação de prova específica, individual, disponibilizada pelo
Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) com 03 (três) questões objetivas para cada disciplina do
curso, somando 20 (vinte) questões no total a ser concluído no prazo de 02 (dois) tempos.
Art. 20. O aluno, para ser aprovado, deverá obter nota média igual ou superior a 70 (setenta) pontos.
Art. 21. A avaliação tem como objetivo verificar os conhecimentos teóricos adquiridos pelos alunos ao longo
do curso.
Art. 22. O controle de frequência será com base na organização das aulas e exercícios obrigatórios
programados, mediante lista de chamada.
Art. 23. Independentemente do motivo, o limite de não realização das aulas poderá ser no máximo de 30%
(trinta porcento) do total das aulas previstas.
§ 1º O aluno que não realizar qualquer atividade avaliativa receberá o Grau 0,00 (zero vírgula, zero, zero),
não havendo direito à segunda chamada.
§ 2º Não haverá recuperação em qualquer hipótese; de tal forma, o aluno que não alcançar o grau igual ou
superior a 70 (setenta) pontos, não concluirá o Curso.
CAPÍTULO VIII
APOIO AO DISCENTE
Art. 24. Durante a realização do Curso Básico de Preparação Para Operações de Lançamento (CBPOL) será
implementada ações de apoio discente com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento dos participantes,
será oferecido suporte pedagógico de todas as disciplinas pelos instrutores com orientação individual, com a
finalidade de minimizar possíveis dificuldades de aprendizagem. As dúvidas relacionadas à parte
administrativa poderão ser sanadas junto à Secretária da Divisão de Operações (SECDOP).
CAPÍTULO IX
INFRAESTRUTURA
Art. 25. Este curso será ofertado através da modalidade Presencial de Aprendizagem, o qual será realizado
no auditório do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), ambiente que possui os meios
necessários para o bom andamento e desenvolvimento do curso.
Art.26. O ambiente de ensino é composta por projetor visual, computador, ponteira a laser e passador de
slides, assim já mencionados nas metodologia de ensino.
CAPÍTULO X
AVALIAÇÃO DO CURSO
Art. 27. A Avaliação do curso é um processo que engloba a percepção da qualidade das aulas oferecidas, do
material didático, da metodologia de ensino, da carga horária, do corpo docente, da infraestrutura de
Aprendizagem, bem como de outros recursos pedagógicos relevantes a aprendizagem do aluno.
§ 1º Seu objetivo é identificar áreas que necessitam de adaptação e melhorias, levando em consideração o
feedback dos alunos, dos docentes (professores, instrutores e/ou tutores) e dos coordenadores de curso.
§ 2º Essa avaliação deve ser aplicada ao término do Curso com o intuito de identificar aspectos que
demandam atualizações, substituições e/ou aprimoramentos.
CAPÍTULO XI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 28. Esta Instrução entrará em vigor na data da publicação da Portaria de Aprovação, no Boletim do
Comando da Aeronáutica.
Art. 29. Os casos não previstos nesta Instrução serão resolvidos pelo Diretor-Geral do Departamento de
Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
ANEXO II
TABELA COM DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO CBPOL
Organização Militar: Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)
Cidade: Parnamirim - RN
Nome do Curso ou Estágio: Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento (CBPOL)
Educação Básica
(
)
Ensino
(
)
Ensino
médio
Educação Superior
veis
(Art. da Lei
12.464/2011)
(
)
Graduação
( ) Pós-Graduação
( ) Extensão
Educação Profissional
(
X
)
Formação
inicial
e
continuada
ou
qualificação
profissional
(
)
Educação
profissional
técnica
de
nível
dio
(
)
Educação
profissional
tecnológica
de
graduação
(
)
Educação
profissional
tecnológica
de
pós
-
graduação
Fases ( x )
Preparação ( )
Formação ( )
Pós-formação
Modalidade
de
ensino
( x ) Presencial ( ) EAD ( ) Semipresencial
Duração
do tempo de aula1 60 minutos
Duração do curso2 1 semana
Carga horária total do curso3 40 horas
Certificação conferida
Certificado de Conclusão do Curso Básico de Preparação Para Operações de
Lançamento ,com Registro Interno em Livro Ata.
Base Legal do Curso
BRASIL. Comando da Aeronáutica. Departamento de Ensino da Aeronáutica
Normas do Comando da Aeronáutica (NSCA) 37-1/2024.
1 Deverá ser expresso em minutos (entre 45 e 60 minutos).
2Deverá ser expresso em semanas, meses ou anos, conforme melhor adequação.
3 Deverá ser expresso em horas.
ANEXO III
CONCEITUAÇÕES
ATIVIDADES
ADMINISTRATIVAS
Compreendem atividades inerentes ao processo de coordenação do Curso ou
Estágio, tais como: cerimônia de abertura, orientações do Comandante,
formaturas, preenchimento de formulários, reuniões das comissões de
formatura, provas e aquisição de uniformes, preenchimento de relações
(arraçoamento, plano de licenciamento, guias extraordinárias), processo com
relação às Fichas de Transgressão Disciplinares (FATD), e situações semelhantes.
ATIVIDADES DE
COMPLEMENTAÇÃO DA
INSTRUÇÃO
Refere-se às atividades que são projetadas para complementar a instrução em
sala de aula. Pode incluir programas extracurriculares, atividades práticas,
estudos programados, visitas e viagens de estudo, palestras, filmes, momentos
doutrinários, treinamentos de prontidão militar, de ordem unida e assim por
diante. Objetiva oferecer aos alunos uma variedade de experiências de
aprendizado que ampliem e reforcem o que é ensinado em sala de aula.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
A avaliação somativa, com função classificativa, realiza-se ao final do curso,
período letivo ou unidade de ensino, com o objetivo de verificar o grau de
aprendizagem dos alunos em relação aos objetivos previamente estabelecidos.
CAMPO GERAL Campo do conhecimento que engloba informações gerais, necessárias
às atividades da profissão militar.
CAMPO MILITAR Campo do conhecimento que engloba informações específicas necessárias
às atividades da profissão militar.
CAMPO
TÉCNICOESPECIALIZADO
Agrupamento de disciplinas relacionadas à natureza laborativa e suas
aplicações no desempenho de uma função específica.
FLEXIBILIDADE DA
PROGRAMAÇÃO
Carga horária disponibilizada para utilização em atividades não contempladas
no planejamento de ensino, contudo necessárias ao curso ou estágio. Também
pode ser utilizada para repor alguma atividade.
INFRAESTRUTURA DE ENSINO
Conjunto de serviços, edificações e recursos materiais, tecnológicos e
financeiros que tem um propósito claro e direto de contribuir para os objetivos
educacionais, visando alcançar resultados específicos no processo ensino-
aprendizagem. Nesse escopo, citam-se como exemplos as salas de aula, os
laboratórios de ensino, os ativos de tecnologia de informação dedicados à EAD,
os provedores de acesso à internet usados na instrução, os simuladores, os
estandes de tiro, as áreas e oficinas destinadas aos exercício de campanha, os
complexos desportivos, as bibliotecas, os equipamentos destinados à instrução,
dentre outros.
INFRAESTRUTURA DE APOIO
AO ENSINO
Aquela que se agrega de modo auxiliar e indireto ao processo ensino
aprendizagem, estando à disposição dos discentes e/ou docentes na forma de
assistência, utilidade ou comodidade. Nesse escopo, citam-se como exemplo o
serviço de subsistência (rancho/refeitório), a assistência médico- hospitalar
prestada pelas organizações de saúde ou por suas frações, os alojamentos e
seus mobiliários, os hotéis de trânsito, os postos de fardamento reembolsável,
o serviço de distribuição gratuita de fardamento, o apoio de deslocamento
terrestre ou aéreo, o serviço de barbearia, a conservação e limpeza, dentre
outros.
INSTRUMENTOS AVALIATIVOS
Abrangem instrumentos pedagógicos que servem para avaliar os processos de
ensino-aprendizagem. Deve permitir que se constate, a partir dos resultados
obtidos, o nível do discente em relação ao seu desenvolvimento. Dentre os tipos
de instrumentos avaliativos a serem empregados pode-se citar: atividades de
complementação da instrução, apresentação oral, discussão/debate, ensaio,
estágio, exercício, fórum, parecer técnico, produção e compreensão textual,
projeto de pesquisa, prova, relatório de estágio, relatório de pesquisa,
seminário, situações-problema, testes de sondagem, Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC), entre outros.
METODOLOGIA DE ENSINO Conjunto de técnicas, processos, estratégias, e práticas didático-pedagógicas
empregadas para capacitar o discente.
NÚCLEO DOCENTE
ESTRUTURANTE (NDE) OU
Constituído por coordenadores de curso, pedagogos, militares (instrutores) e
professores civis que integram o efetivo do Elo do SISTENS, cuja
responsabilidade principal é a de organizar, elaborar, reformular e revisar os
PPC a partir das especificidades de cada curso ou estágio
desenvolvido
no âmbito do COMAER.
NÚCLEO TÉCNICO
ESTRUTURANTE (NTE)
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Descrições mais detalhadas dos Objetivos Gerais, sendo considerados o passo
a passo para o que se espera alcançar.
OBJETIVOS GERAIS
Descrições amplas e abrangentes do que se espera alcançar ao final do curso ou
estágio. Devem estar alinhados com a missão educacional do Elo, com o Perfil
do Egresso e, consequentemente, com a Matriz Curricular.
PERFIL DO EGRESSO Refere-se ao conjunto de características/capacidades esperadas do aluno ao
concluir um curso ou estágio.
PRÉ-REQUISITO
Refere-se a conteúdos que devem ser cumpridos antes de certas disciplinas.
Esses pré-requisitos são estabelecidos com base na sequência lógica do
currículo, garantindo que os alunos tenham adquirido o conhecimento, as
habilidades e atitudes necessárias para avançar para níveis mais complexos de
aprendizado.
PROJETO PEDAGÓGICO DE
CURSO
É um documento de ensino que define a identidade de um curso, pois
estabelece os fundamentos, os objetivos, as metodologias aplicadas, o
processo de avaliação, dentre outras características próprias de um Curso ou
Estágio no âmbito do Sistema de Ensino da Aeronáutica.
PROVA OBJETIVA
É aquela composta de questões para as quais existe uma resposta correta,
previamente estabelecida. Com isso, elimina-se a subjetividade na correção.
Classificam-se como objetivas as provas compostas de questões de múltipla
escolha, associação, falso/verdadeiro, completamento e ordenação.
TECNOLOGIAS DIGITAIS DE
INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO (TDIC)
Refere-se aos instrumentos e recursos mediadores de aprendizagem e aos
dispositivos eletrônicos e tecnológicos tais como: computadores, tablets,
smartphones, softwares, podcasts, entre outros (Anjos e Silva, 2018).
TEMPO DE AULA
Duração do módulo-aula e/ou da atividade acadêmica. Tempo atribuído a cada
período de duração de uma aula que pode variar entre 45 a 60 minutos, de
acordo com as conveniências de ordem metodológica ou pedagógica
consideradas pelo Elo do SISTENS executor do curso ou estágio.
ANEXO IV
SIGLAS E ABREVIATURAS
AE Aula Expositiva
CBPOL Curso Básico de Preparação para Operações de Lançamento
CLBI Centro de Lançamento da Barreira do Inferno
CH Carga Horária
DCTA Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
EMA - NT Estação Meteorológica de Altitude - Natal
ISO International Organizacional For Standartization
PCM Pulse Code Modulariam
SECDOP Secretária da Divisão de Operações
SISCEAB Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro
SSP Segurança de Superfície
SVO Segurança de Voo
ANEXO V
MATRIZ CURRICULAR
CAMPO DISCIPLINA CH INSTRUÇÃO
(em tempos)
CH AVALIAÇÃO
(em tempos)
CH TOTAL (em
tempos)
Operacional
Gestão Operacional 1 0 1
Segurança de Voo 3 0 3
Telemedidas 2 0 2
Sistemas de Trajetografia e Sincronização 2 0 2
Visita aos Radares e a Estação de telemedidas
3 0 3
Preparação e Lançamento 2 0 2
Segurança de Superfície 2 0 2
Visitação as Instalações da Seção de
Preparação e Lançamento (SPL)
1 0 1
Radares e Trajetografia 2 0 2
Logística Operacional 1 0 1
Qualidade Aplicada a Operações de
Lançamentos e Rastreios
2 0 2
Meteorologia em Operações de Lançamento 2 0 2
CH TOTAL DO CAMPO OPERACIONAL 23
CARGA HORÁRIA REAL DO CURSO 23
ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS 06
ATIVIDADES DE COMPLEMENTAÇÃO DA INSTRUÇÃO 06
FLEXIBILIDADE DA PROGRAMAÇÃO 05
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO (em tempos) 40
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO (em horas) 40
(Observar as instruções do Art.18 da NSCA 37-5 2024 que descreve os cálculos de carga horária)
ANEXO VI
EMENTÁRIO
DISCIPLINA: Gestão Operacional
CH TOTAL: 1 hora
EMENTA
a)
Explicar a Gestão dos meios Operacionais do CLBI; e
b)
Explicar a Gestão de uma campanha Operacional no CLBI .
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Identificar a Definição de Gestão;(Cn)
b)
Explicar o Organograma Operacional ;(Cp)
c)
Apontar as Publicações afetas à gestão Operacional do CLBI ;(Cn)
d)
Explicar a Gestão dos meios Operacionais do CLBI ; (Cp) e
e)
Explicar a Gestão de uma campanha Operacional no CLBI .(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
ICA 55-74; ICA 55-90; ICA 55-106; NPA-CLBI 203; NPA-CLBI 207; PLA-SGO001; ITR-SGO 001; ITR-SGO
002; ITR-SGO 003; ITR-SGO 004; ITR-SGO 005; ITR-SGO 006; ITR-SGO 007; ITR-SGO 008; ITR-SGO 009;
DISCIPLINA: Segurança de Voo
CH TOTAL: 3 horas
EMENTA
a)
Conhecer os fundamentos e as responsabilidades da Segurança de Voo em Operações de Lançamento;
b)
Identificar os perigos e os riscos referentes à Seguraa de Voo em Operões de Laamento; e
c)
Conhecer as
ões da Segurança de Voo durante o planejamento das Operações de Lançamento e ao
longo das cronologias de lançamento.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Identificar as atribuições da Segurança de Voo (SVO) na operações de lançamento ;(Cn)
b)
Identificar a posição hierárquica da SVO na estrutura operacional;(Cn)
c)
Identificar a estrutura operacional da SVO; (Cn)
d)
Identificar os perigos e as ações de mitifação de riscos da SVO; (Cn)
e)
Identificar os sistemas e estruturas utilizados pela SVO; (Cn)
f)
Identificar as atividades desenvolvidas pela SVO durante o planejamento das Operações de Lançamento e
ao longo da cronologia de Lançamento; (Cn) e
g)
Listar as informações necessárias para a atuação da SVO;(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
MAN-ASO 001 Manual de Segurança Operacional do CLBI; Regulamento Espacial Brasileiro (REB); ICA
100-36; NSCA 23-1; NSCA 23-2 e MCA 61-1.
DISCIPLINA: Telemedidas
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a)
Identificar os componentes sicos e o funcionamento de um sistema de telemetria de foguetes;
b)
Explicar os processos de aquisição, modulação e transmissão de dados em sistemas de telemetria; e
c)
Compreender a recepção, decomutação e recuperação dos dados PCM.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Reconhecer os componentes básicos e o funcionamento de um sistema de telemetria de foguetes; (Cp)
b)
Reconhecer os processos de aquisição, modulação e transmissão de dados em sistemas de
telemetria;
(Cp) e
c)
Interpretar a recepção, decomutação e recuperação dos dados PCM.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
Telemetry Tutorial, L-
3 Telemetry West Group, 2004; e Telemetria e Conceitos Relacionados. 2004.
MATTOS, A. N.
DISCIPLINA: Sistemas de Trajetografia e Sincronização
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a) Caracterizar o Sistema de Sincronização e o Sistema de Trajetografia do CLBI utilizados nas
campanhas de lançamento de veículos espaciais e de rastreio de objetos espaciais.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Apresentar conceitos sicos de mecânica orbital de dois corpos;(Cp)
b)
Identificar os Sistema de Coordenadas aplicados ao Sistema de Trajetograia do CBI;(Cp)
c)
Exemplificar as trajetórias de voos de veículos suborbitais e dos objetos espaciais inseridos no
Sistema de Tratamento de Dados de Localização (STDL) do CLBI;(Cp) e
d)
Esboçar a Space Situational Awareness (SSA) e Space Domain Awareness (SDA) no contexto do CLBI.(Ap)
BIBLIOGRAFIA SICA
Bate, R.R.; Mueller, D.D.: White, J.E. Fundamentals of Astrodynamics. DOVER PUBLICATIONS, INC.
New York. 1971.
Material disponibilizado na ICA 37-457.
DISCIPLINA: Visitação aos Radares e à Estação de Telemedidas
CH TOTAL: 3 horas
EMENTA
a)
Descrever de forma básica os principais componentes/instrumentos que fazem parte da Estação de
Telemedidas e dos radares Adour e Bearn do CLBI; e
b)
Explicar como os diversos equipamentos/instrumentos da Estação de Telemedidas e dos radares
Adour e Bearn do CLBI atuam durante uma operação de rastreio.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Apresentar os principais componentes/instrumentos que fazem parte da estação de telemedidas e
dos radares do CLBI; (Cp) e
b)
Explicar como os diversos equipamentos/instrumentos das estações radar são interligados
durante uma operação de rastreio.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
ELECTROMAGNETIC FIELD THEORY EXERCISES. Tobia Carozzi, Anders Eriksson, Bengt Lundborg, Bo
Thidé and Mattias Waldenvik; FOUR PROBLEMS IN RADAR. Michael C. Wicks and Braham Himed Air
Force Research Laboratory Sensors Directorate; NAVY ELECTRICITY AND ELECTRONICS TRAINING
SERIES. Nonresident Training Course - September 1998. Module 18—Radar Principles - NAVEDTRA
14190.
DISCIPLINA: Preparação e Lançamento
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a)
Contextualizar sobre o setor aeroespacial e sobre os veículos lançados pelo CLBI; e
b)
Apresentar a Seção de Preparação e Lançamento e o trabalho relativo ao preparo e lançamento de
veículos aeroespaciais.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Contextualizar sobre o Setor Aeroespacial ;(Cp) e
b)
Identificar os principais tipos de veículos lançados pelo CLBI.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
RODRIGUES, Lucas Soares. Estudo da propagação de trincas no aço maraging para aplicação
aeroespacial. Realização de Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São José dos Campos: ITA, 2022. 63 p.
(DCTA/ITA/TC- 061/2022). Disponível em:
http://www.bdita.bibl.ita.br/tgsdigitais/lista_resumo.php?num_tg=78834. Acesso em: 10 abr. 2025.
Material disponibilizado na ICA 37-457.
DISCIPLINA: Segurança de Superfície
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a)
Definir o funcionamento da área de Segurança de Superfície durante operações de lançamento no
CLBI ;
b)
Listar os riscos envolvidos em operações de lançamento no tocante à Segurança de Superfície ;
c)
Identificar a estrutura de Segurança de Superfície do CLBI ; e
d)
Empregar os conceitos aprendidos para cooperar e atuar efetivamente para o aumento da Segurança
em operações de lançamento.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Descrever as atribuições da SSP em Operações de Lançamento ;(Cn)
b)
Identificar a posição da SSP na hierarquia de uma Operação de Lançamento ;(Cn)
c)
Descrever a estrutura hierárquica da SSP ;(Cn)
d)
Descrever as atribuições do Coordenador de SSP ; (Cn)
e)
Descrever as atribuições de cada equipe subordinada à SSP ; (Cn)
f)
Identificar os meios utilizados por cada equipe subordinada à SSP ;(Cp)
g)
Identificar as medidas de SSP adotadas durante operações de Lançamento ; (Cp) e
h)
Aplicar os conceitos aprendidos de forma a contribuir para o aumento da segurança em operações de
lançamento.(Ap)
BIBLIOGRAFIA SICA
Manual de Segurança Operacional (MAN-ASO 001); e Planos de Segurança de Superfície de
operações anteriores.
DISCIPLINA: Visitação às Instalações da Seção de Preparação e Lançamento (SPL)
CH TOTAL: 1 hora
EMENTA
a) Reconhecer e identificar a Seção de Preparação e Lançamento em termos de infraestrutura, atividades
operacionais e postos operacionais.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a) Apresentar a Seção de Preparação e Lançamento em termos de infraestrutura, atividades operacionais
e postos operacionais.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
RODRIGUES, Lucas Soares. Estudo da propagação de trincas no aço maraging para aplicação
aeroespacial. Realização de Instituto Tecnológico de Aeronáutica. São José dos Campos: ITA, 2022. 63 p.
(DCTA/ITA/TC- 061/2022). Disponível em:
http://www.bdita.bibl.ita.br/tgsdigitais/lista_resumo.php?num_tg=78834. Acesso em: 10 abr. 2025.
DISCIPLINA: Radares de Trajetografia
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a)
Apresentar a importância dos radares de trajetografia para o Centro de lançamento da Barreira do
Inferno (CLBI) ;
b)
Explicar o sistema radar de trajetografia e os principais blocos que o constituem; e
c)
Listar os principais modos de operação do radar de trajetografia, bem como as formas de
rastreio básicas de veículos espaciais.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Apresentar os principais componentes/instrumentos que fazem parte da estação de telemedidas
e dos radares do CLBI ;(Cp) e
b)
Explicar como os diversos equipamentos/instrumentos das estações radar são interligados
durante uma operação de rastreio.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
ELECTROMAGNETIC FIELD THEORY EXERCISES. Tobia Carozzi, Anders Eriksson, Bengt Lundborg, Bo
Thidé and Mattias Waldenvik; FOUR PROBLEMS IN RADAR. Michael C. Wicks and Braham Himed Air
Force Research Laboratory Sensors Directorate; e NAVY ELECTRICITY AND ELECTRONICS TRAINING
SERIES. Nonresident Training Course - September 1998. Module 18—Radar Principles - NAVEDTRA
14190.
DISCIPLINA: Logística Operacional
CH TOTAL: 1 hora
EMENTA
a) Explicar a Logística Operacional para uma campanha de lançamento no CLBI.
OBJETIVOS ESPEFICOS
a)
Identificar o Conceito de Logística; (Cn)
b)
Listar os Princípios de Logística; (Cn) e
c)
Explicar a Logística Operacional do CLBI. (Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
ITR-SGO 003, ITR-SGO 004.
DISCIPLINA: Qualidade Aplicada a Operações de Lançamento e Rastreios
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a) Capacitar operadores de lançamento com uma compreensão básica do princípios e práticas de gestão
da qualidade aplicáveis às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a)
Contextualizar sobre qualidade operacional;(Cp)
b)
Identificar as principais ferramentas da qualidade em operações de lançamento;(Cp)
c)
Compreender os requisitos desenvolvidos pela Norma ISO 9001:2015;(Cp) e
d)
Compreender a estrutura da ISO e sua organização.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
MAN-SGI 001 Manual do Sistema de Gestão da Qualidade do CLBI.
DISCIPLINA: Meteorologia em Operações de Lançamento
CH TOTAL: 2 horas
EMENTA
a)
Distinguir os procedimentos empregados em uma Estação Meteorológica de Altitude;
b)
Interpretar às etapas do processo de Radiossondagem;
c)
Identificar Instrumentos Meteorológicos; e
d)
Valorizar a Meteorologia em Operações de Lançamentos de Foguetes.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a)
Explicar como o estudo da Meteorologia está organizado ;(Cp)
b)
Apresentar a Meteorologia inserida na Força Aérea Brasileira e no Centro de Lançamento da Barreira do
Inferno;(Cp)
c)
Apresentar as Estações e Centros Meteorológicos do SISCEAB ;(Cp)
d)
Apresentar a estrutura vertical da atmosfera ;(Cp)
e)
Conceituar Pressão Atmosférica, Vento, Umidade Relativa, Precipitação e Nuvens ;(Cp)
f)
Identificar os Instrumentos Meteorológicos instalados na EMA-NT ; (Cp) e
g)
Demonstrar a Radiossondagem.(Cp)
BIBLIOGRAFIA SICA
ICA 105-1 Divulgação de Informações Operacionais;
ICA 105-2 Classificação dos Órgãos Operacionais de Meteorologia Aeronáutica;
MCA 105-9 Manual de Estações Meteorológicas de Altitude.