MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
DIRETORIA DE MATERIAL AERONÁUTICO E BÉLICO
PORTARIA DIRMAB/TEON-3 Nº 361, DE 5 DE ABRIL DE 2026.
Aprova o Plano de Suporte Logístico Integrado
do Projeto Harpoon.
O DIRETOR DE MATERIAL AERONÁUTICO E BÉLICO, no uso da atribuição que lhe confere o inciso I do
art. 10 e com a finalidade de atender o inciso I do Art. 4º do ROCA 21-24, aprovado pela Portaria
GABAER/GC3 nº 1.508, de 30 de setembro de 2024, resolve:
Art. 1º Aprovar a edição do PCA 400-264 "Plano de Suporte Logístico Integrado do Projeto Harpoon”, na
forma dos Anexos I ao V.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor no primeiro dia útil da semana subsequente à sua publicação.
Maj Brig Ar CLAUCO FERNANDO VIEIRA ROSSETTO
Diretor da DIRMAB
Esta versão não substitui o publicado no BCA.
ANEXO I
PLANO DE SUPORTE LOGÍSTICO INTEGRADO DO PROJETO HARPOON (PCA 400-264)
PREFÁCIO
O COMAER regulamenta o planejamento e a execução das fases e principais eventos do Ciclo de Vida de
Sistemas e Materiais por meio da DCA 400-6.
O modelo adotado para o ciclo de vida contempla as Fases de Preconcepção, Concepção, Viabilidade,
Definição, Desenvolvimento, Provisão, Implantação, Utilização, Ampliação da Vida Útil e Desativação.
Os Sistemas e Materiais são obtidos tendo como referência requisitos operacionais estabelecidos pelo
COMAER. Tais requisitos são alcançados na medida em que o Suporte Logístico ao longo do ciclo de vida
é dimensionado e implementado adequadamente.
Geralmente os custos associados ao Suporte Logístico no Ciclo de Vida se configuram bastante
superiores àqueles associados à aquisição dos Sistemas e Materiais. Além disso, há um relevante
envolvimento de esforço gerencial destinado a manter os Sistemas em operação de maneira compatível
com seus requisitos de desempenho.
A preocupação com o adequado suporte ao longo do ciclo de vida é externada nos documentos de alto
nível relacionados ao planejamento estratégico do COMAER, em especial o Macroprocesso APOIO
LOGÍSTICO do PCA 11-47 (PEMAER) e o processo desdobrado "Gerenciar a Suportabilidade Logística de
Material Aeronáutico e Bélico", conforme a Cadeia de Valor estabelecida no DCA 11-118 (DIPLAN).
Dessa maneira, o Suporte Logístico aos Sistemas e Materiais adquiridos ou desenvolvidos se configura
como peça-chave para o atingimento dos requisitos de desempenho planejados, em prazos adequados
de modo a evitar solução de continuidade no suporte, em patamares de riscos máximos julgados
aceitáveis, a custos tão reduzidos quanto possível.
O COMGAP emitiu, por meio da PORTARIA COMGAP Nº 327/ADLG, de 29 de dezembro de 2023, a
publicação DCA 400-105 (Diretriz de Suporte Logístico no Ciclo de Vida) com a finalidade de estabelecer
diretrizes para o Suporte Logístico no Ciclo de Vida dos Projetos apoiados pelo SISMAB, por meio de seu
Órgão Central e Elos Executivos, assegurando o alinhamento estratégico do COMAER bem como as
devidas medidas de Governança e Gestão de Riscos no âmbito do COMGAP.
A Diretriz estabelece algumas características relevantes da nova sistemática de planejamento do
Suporte Logístico para os projetos apoiados, tudo conforme itens 3.2.4 a 3.2.8 da DCA 400-105:
(a) As Estratégias de Suporte são constituídas pelo conjunto de Instrumentos de Suporte (ex.: Contratos,
Internalizações, FMS etc.) necessários e suficientes para atender todos os requisitos dimensionados para
os Elementos de Suporte (Manutenção, Suprimento, RH, Engenharia, Publicações etc.) constituintes do
Sistema de Suporte Logístico;
(b) O processo de estabelecimento da Estratégia de Suporte para determinado Projeto a ser apoiado
deverá seguir uma lógica geral estabelecida pelo Órgão Central do SISMAB por meio de Instrução
dedicada (posteriormente editada como ICA 65-40);
(c) A metodologia de análise deverá preservar a legitimidade técnica, permitir a rastreabilidade do
processo de planejamento e dar transparência para as escolhas estratégicas decorrentes;
(d) O Sistema de Suporte Logístico deve ser projetado de modo a atingir os requisitos de desempenho
com um grau de confiança julgado razoável, dentro de uma exposição a riscos julgada aceitável e prazos
tais que evitem solução de continuidade, minimizando os custos totais de suporte no ciclo de vida; e
(e) Os requisitos de desempenho para a operação do Projeto serão caracterizados por meio das metas
para os parâmetros de cenário operacional de utilização do Projeto (alocação anual de acervo; alocação
anual de esforço de utilização) e das metas de disponibilidade média anual.
Além disso, de acordo com o item 1.4.2 da DCA 400-105, compete à DIRMAB aprimorar, regulamentar e
implementar os métodos de gerenciamento de Suporte Logístico no Ciclo de Vida dos projetos apoiados
pelo SISMAB.
Nesse sentido, a DIRMAB emitiu, por meio da PORTARIA DIRMAB Nº 124/PLON-3, de 23 de janeiro de
2024, a publicação ICA 65-40 (Suporte Logístico no Ciclo de Vida) para, por meio de uma abordagem
sistematizada, lógica, técnica, transparente e rastreável, estabelecer processos de planejamento,
definição e gerenciamento de estratégias de suporte logístico para os Sistemas apoiados pelo SISMAB.
Conforme itens 8.3 e 8.4 da ICA 65-40, são estabelecidos processos de análise e formalização do suporte
logístico no ciclo de vida dos sistemas apoiados.
Seguindo o cronograma de análise definido pelo Órgão Central do SISMAB, PCA 65-1 (Plano de
Atualização das Estratégias de Suporte no Ciclo de Vida), formalizado por meio da PORTARIA DIRMAB Nº
242/TEON-1, de 18 de maio de 2025), o Parque Responsável identifica, primeiramente, para o Projeto
de sua responsabilidade, os grupos de materiais componentes da frota ou do material aeronáutico
selecionado, a serem estudados a título de objeto da análise, por exemplo: célula/plataforma, grandes
componentes (motor, APU, rotor etc.), sistemas modificados, aviônicos, grupos de recuperáveis
selecionados, entre outros.
Esses grupos de materiais constituintes são escolhidos pelo Parque Responsável de maneira
conveniente por meio de identificação de seu plano de manutenção, confiabilidade e outras
características intrínsecas que indiquem, com algum grau de confiança, que haverá soluções comuns
para o suporte logístico para os materiais constituintes do grupo.
Em seguida, são identificados os requisitos de desempenho por meio da definição do cenário
operacional de utilização (alocação anual de acervo; alocação anual de esforço de utilização) e da
disponibilidade média anual ao longo do ciclo de vida residual.
O Sistema de Suporte Logístico é desenhado preliminarmente a partir da definição dos seus Elementos
de Suporte julgados requeridos. A menos de motivação técnica clara para descartar algum Elemento de
Suporte no estudo, o Parque considerará, em sua análise, toda a estrutura analítica de suporte.
A partir da análise das características dos grupos de materiais do Sistema Primário, é estudado um
conjunto de Instrumentos de Suporte que melhor atendam às capacidades associadas aos Elementos de
Suporte requeridos.
Essas características dos grupos de materiais do Sistema Primário são Características Direcionadoras do
Suporte, ou seja, cada uma orienta pela escolha de determinados instrumentos de suporte julgados
mais adequados para o atendimento aos fatores de planejamento do suporte logístico (aeronave dual
ou somente militar; frota no início / final do ciclo de vida; frota grande / pequena; frota mundial grande
/ pequena; frota originária de países com restrições de exportação ou não etc.).
A escolha de Instrumentos de Suporte a partir das Características Direcionadoras é influenciada também
pela necessidade de atendimento a determinadas restrições: atendimento aos requisitos de
desempenho mínimos, dentro de uma exposição máxima a riscos julgada aceitável e prazos tais que
evitem solução de continuidade para o Suporte.
Além disso, diante de alternativas de Instrumentos de Suporte que atendam de maneira razoavelmente
equivalente as restrições de requisitos, prazos e riscos, busca-se uma escolha de solução que minimize
os custos totais de suporte no ciclo de vida.
Tal proposta passa, então, por um processo de avaliação e aprovação junto ao Órgão Central do SISMAB
com vistas a preservar a legitimidade técnica, permitir a rastreabilidade do processo de planejamento e
dar transparência para as escolhas estratégicas decorrentes.
Na sequência, é aprovada a Estratégia de Suporte, constituída pelos Instrumentos de Suporte
necessários e suficientes para atender de maneira julgada razoável às demandas identificadas de
Elementos de Suporte constituintes do Sistema de Suporte Logístico.
A seguir, com base na estratégia concordada referente ao suporte logístico para o ciclo de vida da frota,
é elaborado um Plano de Suporte Logístico Integrado (PSLI / PALI / ILSP) formalizando (por meio de
emissão de PCA) as orientações para os elos executivos do SISMAB.
Em resumo, o Sistema de Suporte Logístico deve ser projetado de modo a atingir os requisitos de
desempenho com um grau de confiança julgado razoável, dentro de uma exposição a riscos julgada
aceitável e prazos tais que evitem solução de continuidade, minimizando, tanto quanto possível, os
custos totais de suporte no ciclo de vida.
Vale ressaltar que o Órgão Central do SISMAB teve a incumbência de implantar, durante o ano de 2024,
o processo de gerenciamento do Suporte Logístico no Ciclo de Vida para os Projetos-Piloto.
Em continuidade, o PCA 65-1 (Plano de Atualização das Estratégias de Suporte no Ciclo de Vida), já
mencionado anteriormente, estabeleceu os Projetos a serem analisados no calendário do ano de 2025,
entre esses o Harpoon.
A DIRMAB então constituiu, por meio da Portaria DIRMAB nº 90/1TEPG-3, de 31 de outubro de 2025,
um Grupo de Trabalho (publicado no BCA nº 211, de 07 de novembro de 2025) para desenvolver o
estudo de Metodologia de Suporte Logístico no Ciclo de Vida, de acordo com a ICA 65-40, com o
objetivo de elaborar a proposta de PSLI do Projeto Harpoon.
O presente Plano aprovado consolida, portanto, a estratégia de suporte logístico para o Projeto
Harpoon resultante do processo de gerenciamento implantado no SISMAB.
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Seção I
Da Finalidade e Documentação de Referência
Art. 1º O presente Plano visa estabelecer a Estratégia de Suporte Logístico adequada ao Projeto
Harpoon, seguindo as práticas definidas na ICA 65-40 e por meio de processo de planejamento técnico,
lógico, rastreável e transparente, assegurado o alinhamento estratégico do COMAER.
Art. 2º A documentação de referência para aplicação deste Plano é composta por:
I - DCA 400-6 Ciclo de Vida de Sistemas e Materiais do Comando da Aeronáutica;
II - NSCA 65-1 Norma do Sistema de Material Aeronáutico e Bélico;
III - MCA 66-7 Manual de Manutenção - Doutrina, Processos e Documentação de Manutenção;
IV - DCA 11-45 Concepção Estratégica - Força Aérea 100;
V - MCA 400-22 Projeção do Ciclo de Vida dos Projetos Aeronáuticos;
VI - PCA 11-47 Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER);
VII - DCA 11-118 Diretriz de Planejamento Institucional (DIPLAN);
VIII - DCA 400-105 Diretriz de Suporte Logístico no Ciclo de Vida;
IX - ICA 65-40 Suporte Logístico no Ciclo de Vida; e
X - PCA 65-1 Plano de Atualização das Estratégias de Suporte no Ciclo de Vida.
Seção II
Das Abreviaturas e Siglas
Art. 3º O ANEXO II especifica as abreviaturas e siglas adotadas neste Plano.
Seção III
Das Conceituações
Art. 4º Para efeito desta publicação, os termos e expressões têm seus conceitos definidos no Glossário
da Aeronáutica (MCA 10-4), no Glossário das Forças Armadas (MD35-G-01), no MCA 10-3 “Manual de
Abreviaturas, Siglas e Símbolos da Aeronáutica” ou conforme explicitado a seguir:
I - ACERVO - Conjunto de bens que integram o patrimônio, no caso, do COMAER. Em geral nos referimos
a acervo de material aeronáutico ou acervo de material bélico. Caso o ACERVO se refira a materiais
associados ao Conjunto de Maior Nível (LHA - Last High Assembly) de uma PLATAFORMA (SISTEMA
PRIMÁRIO excluídos os eventuais equipamentos de missão ou armamentos aéreos específicos),
tratamos como ACERVO da PLATAFORMA, ou mesmo de FROTA, quando se tratar de ACERVO de
aeronaves. Caso o ACERVO se refira ao SISTEMA PRIMÁRIO, tratamos como ACERVO do SISTEMA
PRIMÁRIO. Caso o ACERVO se refira ao PROJETO, tratamos como ACERVO do PROJETO;
II - AIRCRAFT GROUND EQUIPMENT (AGE) - É um conjunto de equipamentos obtidos para permitir as
várias operações de manutenção e preparação para o voo do Sistema de Armas específico. O AGE deve
possuir desempenho específico prescrito no instrumento comercial de obtenção;
III - EQUIPAMENTO DE APOIO DE SOLO (EAS) - Denominação alternativa dada ao AGE e disciplinada por
meio do Manual de Manutenção (MCA 66-7);
IV - ELOS DO SISMAB - São os órgãos, Unidade Celular, comissões e outros setores de uma corporação
incumbidos da execução de atividades de apoio de material aeronáutico e bélico, específicas atribuídas
ao SISMAB, sujeitos à orientação normativa, à supervisão técnica e à fiscalização específica da Diretoria
de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura
administrativa estiverem integrados. As suas constituições estarão estabelecidas em Regulamentos ou
nos Regimentos Internos das Organizações da Aeronáutica (conforme NSCA 65-1);
V - FROTA Acervo de Aeronaves;
VI - GOVERNMENT-FURNISHED EQUIPMENT (GFE) - O mesmo que “Government-Furnished Property”. De
acordo com o FAR 45.101 americano (Code of Federal Regulations CFR, Title 48 - Federal Acquisition
Regulations System, CHAPTER 1 - FEDERAL ACQUISITION REGULATION, SUBCHAPTER G - CONTRACT
MANAGEMENT, PART 45 - GOVERNMENT PROPERTY, Subpart 45.1 - General, § 45.101 - Definitions), “...
means property in the possession of, or directly acquired by, the Government and subsequently furnished
to the contractor for performance of a contract. Government-furnished property includes, but is not
limited to, spares and property furnished for repair, maintenance, overhaul, or modification.
Government-furnished property also includes contractor-acquired property if the contractor-acquired
property is a deliverable under a cost contract When accepted by the Government for continued use
under the contract.;
VII - PROJETO - É o conjunto de controles e informações referentes a um determinado tipo de avião,
equipamento ou agrupamento de itens afins no COMAER. Quando o Projeto se referir a sistema
destinado a desenvolver uma missão militar específica, fornecendo um desempenho definido em
Especificação Técnica ou Requisito Técnico dedicados, o seu conceito coincide com aquele do Sistema
Primário. O Acervo associado ao Projeto deve ser entendido como constituinte do conceito de Projeto.
O Órgão Central do SISMAB estabelece quais Projetos ativar, implantar e gerenciar;
VIII - RISCO - A avaliação das consequências de um perigo, expresso em termos de probabilidade e
severidade, tomando como referência a pior condição possível;
IX - SISTEMA - Por Sistema se compreende qualquer conjunto organizado de recursos e procedimentos,
unidos e regulados por interação ou interdependência, de modo a realizar um conjunto de funções
específicas, a desenvolver ou suportar uma atividade de natureza operacional, fornecendo um
desempenho definido em Especificação Técnica ou Requisito Técnico dedicados;
X - SISTEMA DE ARMAS - O Sistema de Armas ou Sistema d'Armas ou Sistema de Defesa ou Sistema
Primário é o Sistema destinado a desenvolver uma missão militar específica, fornecendo um
desempenho definido em Especificação Técnica ou Requisito Técnico dedicados;
XI - SISTEMA DE DEFESA - O mesmo que Sistema de Armas;
XII - SISTEMA DE SUPORTE LOGÍSTICO - O Sistema de Suporte Logístico ou Sistema de Suporte é um
conjunto de Disciplinas de Suporte ou Elementos de Suporte estruturados de maneira integrada com
vistas a suportar a operação de seu respectivo Sistema Primário de acordo com seus requisitos de
desempenho;
XIII - SISTEMA DE MATERIAL AERONÁUTICO E BÉLICO (SISMAB) - Sistema instituído com o objetivo de
prever e prover o suprimento e a manutenção necessários ao suporte logístico do Material Aeronáutico
e Bélico no âmbito do COMAER, de forma a garantir a sua condição de pronto emprego, na quantidade
e disponibilidade adequadas a cumprir as missões planejadas pelo EMAER, com o menor consumo
possível de recursos humanos, materiais e financeiros, seja em situação de paz, de conflito ou de
emergência (conforme NSCA 65-1);
XIV - SISTEMA BÉLICO - Sistema de Armas constituído por material bélico;
XV - SISTEMA OPERACIONAL - O Sistema Operacional é o sistema resultante da integração entre o
Sistema Primário (ou Sistema de Armas) e o Sistema de Suporte Logístico;
XVI - SISTEMA PRIMÁRIO - O mesmo que Sistema de Armas;
XVII - MANUTENÇÃO ON-AIRCRAFT (MNT ON-ACFT) - A Manutenção On-Aircraft ou Manutenção Na
Aeronave engloba tarefas de manutenção que são (ou possam ser) cumpridas em aeronave, conjuntos
e/ou componentes efetivamente, quando instalados. O estabelecimento do objeto da manutenção
segue a regra geral, entretanto, em casos específicos, quando houver possibilidade de mais de um
enquadramento, o Parque Central estabelece a classificação do objeto da manutenção. A título de
exemplo, ressaltamos o caso das oficinas de linha nas plantas de manutenção de aeronaves: cabe ao
Parque avaliar se determinadas ações de manutenção em oficina de linha podem ser consideradas On-
Aircraft ou Off-Aircraft, por meio de considerações sobre a complexidade e consumo de material, força
de trabalho e tempo para a realização da tarefa;
XVIII - MANUTENÇÃO ON-SYSTEM (MNT ON-SYST) - A Manutenção On-System ou Manutenção No
Sistema engloba tarefas de manutenção que são (ou possam ser) cumpridas em um Conjunto de Maior
Nível (LHA Last High Assembly), conjuntos e/ou componentes efetivamente, quando instalados. O
estabelecimento do objeto da manutenção segue a regra geral, entretanto, em casos específicos,
quando houver possibilidade de mais de um enquadramento, o Parque Central estabelece a
classificação do objeto da manutenção;
XIX - MANUTENÇÃO OFF-AIRCRAFT (MNT OFF-ACFT) - A Manutenção Off-Aircraft ou Manutenção Fora
da Aeronave engloba tarefas de manutenção que não são (ou possam não ser) realizadas em uma
aeronave, seus sistemas e/ou componentes e requerem a remoção a uma oficina/laboratório de
reparo/manutenção e o uso de seus recursos humanos e materiais. O estabelecimento do objeto da
manutenção segue a regra geral, entretanto, em casos específicos, quando houver possibilidade de mais
de um enquadramento, o Parque Central estabelece a classificação do objeto da manutenção. A título
de exemplo, ressaltamos o caso das oficinas de linha nas plantas de manutenção de aeronaves: cabe ao
Parque avaliar se determinadas ações de manutenção em oficina de linha podem ser consideradas On-
Aircraft ou Off-Aircraft, por meio de considerações sobre a complexidade e consumo de material, força
de trabalho e tempo para a realização da tarefa;
XX - MANUTENÇÃO OFF-SYSTEM (MNT OFF-SYST) - A Manutenção Off-System ou Manutenção Fora do
Sistema engloba tarefas de manutenção que não são (ou possam não ser) realizadas em um Conjunto de
Maior Nível (LHA - Last High Assembly), seus subsistemas e/ou componentes e requerem a remoção a
uma oficina/laboratório de reparo/manutenção e o uso de seus recursos humanos e materiais. O
estabelecimento do objeto da manutenção segue a regra geral, entretanto, em casos específicos,
quando houver possibilidade de mais de um enquadramento, o Parque Central estabelece a
classificação do objeto da manutenção;
XXI - MANUTENÇÃO PLANEJADA (MNT PLJ) - O mesmo que Manutenção Preventiva, compreende a
Manutenção Programada e a Manutenção Preditiva;
XXII - MANUTENÇÃO NÃO PLANEJADA (MNT NPLJ) - Compreende a Manutenção Corretiva ou Não
Programada;
XXIII - MANUTENÇÃO PREVENTIVA - Manutenção planejada realizada em sistemas primários, aviões,
equipamentos ou acessórios e em outros materiais aeronáuticos, em intervalos de utilização
preestabelecidos ou de acordo com condição monitorada, conforme definido pelo fabricante ou por
publicações específicas do COMAER;
XXIV - MANUTENÇÃO PROGRAMADA (MNT PROG) - Manutenção planejada realizada em sistemas
primários, aviões, equipamentos ou acessórios e em outros materiais aeronáuticos, em intervalos de
utilização preestabelecidos, conforme definido pelo fabricante ou por publicações específicas do
COMAER;
XXV - MANUTENÇÃO NÃO PROGRAMADA (MNT NPROG) - O mesmo que Manutenção Não Planejada ou
Manutenção Corretiva;
XXVI - MANUTENÇÃO CORRETIVA - Manutenção Corretiva ou Manutenção Não Programada ou
Manutenção Não Planejada é a manutenção não planejada realizada devido, de modo usual, a falhas de
equipamentos e sistemas;
XXVII - MANUTENÇÃO PREDITIVA (MNT PRED) - Manutenção planejada realizada com base em
parâmetros estatísticos de confiabilidade, pré-definidos, que visam caracterizar, acompanhar,
diagnosticar e analisar a evolução do estado de equipamentos e sistemas, subsidiando o planejamento e
a execução de ações de manutenção quando forem efetivamente necessárias, a fim de prevenir a
ocorrência de falhas, permitindo a operação contínua pelo maior tempo possível;
XXVIII - HARD TIME (HT) - Hard Time ou Remoção Programada é um processo de manutenção
programada orientado a componentes que, independentemente de apresentarem falha, requeiram
remoção do sistema, após determinado período de sua utilização (ex.: horas voadas, pousos, partidas,
tempo calendárico etc.) definido pelo fabricante ou por publicações específicas do COMAER para o
componente, para execução de uma ação específica de manutenção em oficina (ex.: revisão geral,
revisão menor, calibração etc.);
XXIX - ON-CONDITION (OC) - Processo de manutenção programada orientado a componentes que,
independentemente de apresentarem falha, são verificados diretamente ou indiretamente, por meio de
ão de manutenção planejada para o sistema a que pertencem, seguindo intervalo de utilização (ex.:
horas voadas, pousos, partidas, tempo calendárico etc.) conforme definido pelo fabricante ou por
publicações específicas do COMAER para o sistema a que pertencem e, com base na condição
encontrada, são removidos para execução de uma ação específica de manutenção em oficina (ex.:
reparo, revisão geral etc.);
XXX - CONDITION MONITORING (CM) - Processo de manutenção não programada orientado a
componentes que não possuam manutenção Hard Time ou On-Condition como processo primário de
manutenção. Nesse caso nenhuma ação de manutenção é executada até a ocorrência de falha do
componente, do sistema ou do conjunto maior. Para esse processo de manutenção não programada, a
falha é evidente durante a utilização do sistema, seja para o operador, seja para a equipe de
manutenção no desempenho de suas atividades de rotina (ex.: inspeção externa, pré-voo, partida,
intervoo, pós-voo etc.);
XXXI - MANUTENÇÃO DE 1º NÍVEL (MNT 1LVL) - A manutenção de 1º Nível ou manutenção de Linha,
igualmente denominada Nível Operador ou Nível Orgânico, consiste em tarefas On-Aircraft / On-System
realizadas no sistema primário em operação ou equipamento instalado no sistema primário e que sejam
efetuadas sob a responsabilidade do próprio Operador ou pela OM responsável pelo equipamento com
os meios disponíveis, visando manter o material em condições de funcionamento e conservação.
Engloba manutenção programada (ex.: inspeção externa, pré-voo, partida, intervoo, pós-voo,
abastecimento de gases, verificação de lonas de pneus etc.) e não programada (ex.: substituição de LRU
Line Replaceable Unit);
XXXII - MANUTENÇÃO DE LINHA - O mesmo que Manutenção de 1º Nível, Manutenção Nível Operador
ou Manutenção Nível Orgânico;
XXXIII - MANUTENÇÃO NÍVEL OPERADOR - O mesmo que Manutenção de 1º Nível, Manutenção de Linha
ou Manutenção Nível Orgânico;
XXXIV - MANUTENÇÃO NÍVEL ORGÂNICO - O mesmo que Manutenção de 1º Nível, Manutenção de Linha
ou Manutenção Nível Operador;
XXXV - MANUTENÇÃO DE 2º NÍVEL - A Manutenção de 2º nível, Nível Base ou Nível Intermediário
engloba manutenção programada e não programada de complexidade intermediária e caracterizada por
meio de conceituação específica para On-Aircraft / On-System e Off-Aircraft / Off-System;
XXXVI - MANUTENÇÃO NÍVEL BASE - O mesmo que Manutenção de 2º Nível ou Manutenção Nível
Intermediário;
XXXVII - MANUTENÇÃO NÍVEL INTERMEDIÁRIO - O mesmo que Manutenção de 2º Nível ou Manutenção
vel Base;
XXXVIII - MANUTENÇÃO DE 2º NÍVEL ON-AIRCRAFT / ON-SYSTEM A Manutenção de 2º nível, Nível Base
ou Nível Intermediário On-Aircraft / On-System engloba manutenção programada e não programada e
envolve verificações dos sistemas do Sistema Primário / da aeronave sem suas desmontagens, por meio
de cheques operacionais ou funcionais, inspeção de áreas de baixa carga de desmontagem para acesso,
pesquisa e identificação de pane, correção de pane, substituição de componentes se necessário, tudo
conforme definido pelo fabricante ou por meio de publicações específicas do COMAER;
XXXIX - MANUTENÇÃO DE 2º NÍVEL OFF-AIRCRAFT / OFF-SYSTEM A Manutenção de 2º nível, Nível Base
ou Nível Intermediário Off-Aircraft / Off-System engloba manutenção programada e não programada e
envolve verificações em oficina do equipamento ou conjunto desinstalado do Sistema Primário (ex.: LRU
Line Replaceable Unit substituída em Manutenção de 1º ou 2º Níveis On-Aircraft), identificação dos
subconjuntos ou módulos em pane, substituição, testes conforme necessário, liberação para uso, tudo
conforme definido pelo fabricante do equipamento / conjunto ou por meio de publicações específicas
do COMAER;
XL - MANUTENÇÃO DE 3º NÍVEL - A Manutenção de 3º nível ou Nível Parque engloba manutenção
programada e não programada de complexidade alta e caracterizada por meio de conceituação
específica para On-Aircraft e Off-Aircraft;
XLI - MANUTENÇÃO NÍVEL PARQUE - O mesmo que Manutenção de 3º Nível;
XLII - MANUTENÇÃO DE 3º NÍVEL ON-AIRCRAFT / ON-SYSTEM - A manutenção de 3º Nível ou Nível
Parque On-Aircraft / On-System engloba manutenção programada e não programada e envolve
desmontagens de sistemas do sistema primário / da aeronave, remoção de grandes componentes,
verificação, montagem e ajustes, inspeção de áreas de razoável carga de desmontagem para acesso,
pesquisa e identificação de pane, correção de pane, substituição de componentes se necessário, tudo
conforme definido pelo fabricante ou por meio de publicações específicas do COMAER;
XLIII - MANUTENÇÃO DE 3º NÍVEL OFF-AIRCRAFT / OFF-SYSTEM - A manutenção de 3º Nível ou Nível
Parque Off-Aircraft / Off-System engloba manutenção programada e não programada e envolve
verificações em oficina do subconjunto ou módulo desinstalado por ocasião da manutenção de 2º nível
Off-Aircraft / Off-System (ex.: SRU Shop Replaceable Unit substituída em Manutenção de 2º Nível Off-
Aircraft), identificação dos componentes em pane, substituição, testes conforme necessário, liberação
para uso, tudo conforme definido pelo fabricante do módulo / subconjunto ou por meio de publicações
específicas do COMAER;
XLIV - MANUTENÇÃO DE 4º NÍVEL - A manutenção de 4º Nível, de 4º Escalão ou Nível Industrial On-
Aircraft / On-System e Off-Aircraft / Off-System envolve ações de manutenção fora dos manuais de
manutenção disponíveis, requer suporte de engenharia no nível do projeto (ex.: grandes reparos ou
grandes modificações), ou mesmo recursos necessários que normalmente, estejam além da capacidade
existente na Força. Na maioria das situações, é executada pelo fabricante ou seu representante
autorizado, ou ainda em instalações industriais especializadas;
XLV - MANUTENÇÃO NÍVEL INDUSTRIAL - O mesmo que Manutenção de 4º Nível;
XLVI - MANUTENÇÃO DE 4º ESCALÃO - O mesmo que Manutenção de 4º Nível.
Seção IV
Do Âmbito
Art. 5º A presente publicação aplica-se a todos os Elos do SISMAB e a outras organizações que operem
ou suportem, direta ou indiretamente, material aeronáutico e material bélico de responsabilidade do
SISMAB.
CAPÍTULO II
FATORES CONSIDERADOS NO PLANEJAMENTO DO SUPORTE
Seção I
Da Descrição do Sistema Primário
Subseção I
Propulsão
Art. 6º O Harpoon é um míssil subsônico com propulsão baseada em dois estágios:
I.Booster de combustível sólido (impulsor inicial):
a) Nas versões lançadas de navios e submarinos, o míssil requer motor-foguete (booster) de
combustível sólido acoplado na parte traseira;
b) A versão AGM-84, de lançamento aéreo, não requer booster de combustível sólido, porque a
aeronave já fornece altitude e velocidade suficientes.
II.Motor turbojato Teledyne J402 (propulsão sustentada):
a) Motor semelhante ao usado em pequenos aviões a jato, o qual fornece empuxo contínuo durante
a maior parte do voo, mantendo o míssil a uma velocidade estável e em baixa altitude;
b) O turbojato é eficiente, relativamente silencioso e consome menos combustível que um motor-
foguete, permitindo ao Harpoon voar distâncias superiores a 120 km com uma carga explosiva de mais
de 200 kg.
Subseção II
Harpoon Block I
Art. 7º O Míssil Harpoon teve como sua primeira versão operacional o Harpoon Block I, lançado a partir
de embarcações de superfície sob a designação RGM-84 (Ship Surface Attack Missile). Posteriormente,
surgiram versões para lançamento aéreo, o AGM-84 (Air Surface Attack Missile), e submarino, o UGM-
84.
Art. 8º O Harpoon Block I adota um perfil de voo sea-skimming, mantendo altitude entre 2 e 5 metros
acima da superfície do mar. Essa trajetória dificulta a detecção por radares inimigos e reduz o tempo de
reação do navio-alvo, aumentando significativamente a eficácia do ataque.
Art. 9º A guiagem do Harpoon Block I é do tipo fire-and-forget, ou seja, o operador não precisa controlar
o míssil após o lançamento. A navegação divide-se em duas fases principais:
I.Navegação intermediária: até próximo à área do alvo o míssil utiliza um sistema inercial, com o míssil
sendo programado antes do lançamento com as coordenadas estimadas do alvo. Durante o voo,
sensores internos como giroscópios e acelerômetros calculam sua posição, guiando-o até a área onde o
alvo deve estar;
II.Guiagem terminal detecção e ataque ao alvo: ao se aproximar da área estimada, a míssil ativa seu
radar ativo frontal, que emite sinais e capta ecos, permitindo localizar alvos de superfície, como navios.
O sistema então trava no alvo e ajusta automaticamente sua trajetória para atingir a parte mais
vulnerável da embarcação.
Subseção III
Harpoon Block II (AGM-84L)
Art. 10. A principal inovação do Harpoon Block II foi a integração de um sistema de navegação por GPS
(Global Positioning System) ao já existente sistema de navegação inercial. Enquanto o sistema inercial,
baseado em sensores como giroscópios e acelerômetros, permite que o míssil estime sua posição com
base em cálculos internos (sem depender de sinais externos), ele está sujeito a pequenos erros
acumulativos ao longo do trajeto. Com a introdução do GPS, o míssil passou a contar com correções
contínuas de posicionamento, garantindo muito mais precisão durante o voo intermediário, mesmo em
distâncias maiores ou em ambientes dinâmicos.
Art. 11. Essa combinação, navegação inercial e GPS, permitiu ao Harpoon Block II corrigir sua rota em
tempo real, acompanhar mudanças no posicionamento do alvo e evitar obstáculos geográficos ou
eletrônicos. Como resultado, o míssil passou a ser eficaz não só contra navios em mar aberto, mas
também contra alvos costeiros, como baterias antiaéreas, radares ou embarcações atracadas em
portos. Isso aumentou consideravelmente sua flexibilidade operacional.
Art. 12. Outra melhoria importante foi no software de guiagem terminal. O radar ativo localizado no
nariz do míssil foi aprimorado para melhor identificação de alvos e maior resistência a contramedidas
eletrônicas, como jammers e chaffs. Isso fez com que o Block II tivesse uma chance significativamente
maior de atingir alvos em ambientes mais protegidos e complexos, mesmo com tentativas de
interferência por parte do inimigo.
Subseção IV
Benchmark e Relevância Internacional
Art. 13. O AGM-84 Harpoon é um dos mísseis antinavio mais emblemáticos do Ocidente e serve como
benchmark tecnológico e doutrinário para a classe de armamentos antinavio de longo alcance.
Desenvolvido originalmente nos anos 1970 pela McDonnell Douglas, e atualmente fabricado pela Boeing
Defense, Space & Security, o Harpoon consolidou-se como referência global devido à sua confiabilidade,
flexibilidade e eficácia comprovada em combate.
Art. 14. Ao longo de sua história, o Harpoon evoluiu continuamente, passando por diversas versões e
blocos, com melhorias em alcance, guiagem, resistência a contramedidas eletrônicas e capacidade de
integração com múltiplas plataformas. Foi amplamente exportado e adotado por mais de 30 países,
tornando-se um dos mísseis antinavio mais difundidos no mundo.
Subseção V
Aquisição do Míssil Harpoon pela Força Aérea Brasileira (FAB)
Art. 15. A aquisição do míssil AGM-84 Harpoon pela FAB representou um passo estratégico importante
no processo de modernização e capacitação da defesa antinavio do Brasil.
Art. 16. O Brasil adquiriu o míssil AGM-84L Harpoon Block II por meio do programa norte-americano
Foreign Military Sales (FMS), com o objetivo de equipar as aeronaves P-3AM Orion da FAB, que realizam
patrulha marítima e guerra antissubmarino.
Art. 17. O P-3AM Orion opera desde 2011, com a missão de vigilância, patrulha de longo alcance e
proteção dos interesses marítimos brasileiros. No entanto, até a chegada dos Harpoon, essas aeronaves
não possuíam um míssil antinavio de longo alcance operacional.
Art. 18. O míssil AGM-84L Harpoon Block II foi selecionado por ser compatível com o sistema de armas e
aviônica do P-3AM, que já contava com os sensores necessários para designar alvos navais e prover
apoio à navegação do míssil. A FAB passou por um processo de integração, homologação e treinamento,
que incluiu testes de voo e certificações realizados por meio do Case BR-P-ASP assinado com a Marinha
dos EUA (US Navy).
Art. 19. A escolha do Harpoon também está alinhada à política de interoperabilidade com países da
OTAN e parceiros estratégicos, já que o míssil é amplamente usado por forças aéreas e navais de mais
de 30 países.
Seção II
Do Ciclo de Vida e Condições de Uso
Art. 20. O ciclo de vida programado do míssil Harpoon prevê uma vida útil operacional de
aproximadamente 10 anos, dependendo das condições de armazenamento, uso e manutenção,
podendo ser estendida por meio de programas de revitalização e retrofit, com ciclos regulares de
inspeção, verificação de sistemas eletrônicos e substituição de componentes perecíveis (como baterias e
cargas pirotécnicas).
Seção III
Da Integração com a Plataforma
Art. 21. O sistema de mísseis Harpoon é empregado na aeronave P-3AM. A versão adquirida pela FAB foi
integrada à plataforma durante a fase de aquisição do sistema da aeronave, fazendo parte do escopo do
projeto de aquisição.
Art. 22. Neste sentido, é importante ressaltar que a disponibilidade operacional do sistema depende da
completa integração entre a plataforma (aeronave) e o míssil, desde a integração física do
pilone/lançador até a identificação e integração de versão de software na aeronave e no míssil.
Art. 23. É indispensável que o controle de configuração e de modificações na aeronave ou no míssil seja
feito de forma coordenada e mútua, especialmente quando a aeronave passar por alguma atualização,
como por exemplo um mid-life overhaul, ou o míssil passar por uma extensão de vida.
Art. 24. Considerando o exposto, o presente Plano deve se relacionar diretamente com o Plano de
Suporte Logístico Integrado do Projeto P-3, condicionando qualquer modificação de software no sistema
de armas da aeronave, ou alteração de procedimento de instalação ou dos próprios sistemas mecânicos
onde são feitas as instalações dos mísseis, a uma análise de impactos e eventuais necessidades de
atualizações ou modificações nos mísseis e em seus equipamentos de apoio.
Seção IV
Do Sistema de Suporte Inicial
Art. 25. O sistema atual de suporte ao Projeto Harpoon tem o PAMB-RJ como Parque Central e a Base
Aérea de Santa Cruz como único operador.
Art. 26. O sistema de mísseis AGM-84L Harpoon Block II foi adquirido pela Força Aérea Brasileira por
meio do case BR-P-ASP, assinado em 2014 no âmbito do programa Foreign Military Sales (FMS) com o
governo dos Estados Unidos. Esse contrato previa o fornecimento de:
I.Mísseis reais operacionais;
II.Mísseis cativos de treinamento (CATM Captive Air Training Missiles);
III.Peças de reposição iniciais para os mísseis armazenados na GPA Store;
IV.Equipamentos de apoio de solo e de testes;
V.Treinamento de militares da FAB em operação e manutenção;
VI.Suporte técnico inicial.
Art. 27. Em 2021, foi assinado o contrato de suporte logístico complementar, por meio do Case FMS, BR-
P-GVX, com vigência financeira prevista até setembro de 2026.
Art. 28. Esse suporte logístico poderá ser renovado no ano de 2026 utilizando o próprio saldo reservado
no Holding Accounting. Nesse contexto, é importante destacar que a Marinha dos EUA deixará de
operar a versão de lançamento aéreo do míssil Harpoon em 2035, de modo que a partir dessa data o
suporte via FMS ficará comprometido, exigindo uma reavaliação das estratégias atuais de suporte
logístico do Projeto Harpoon.
Art. 29. O planejamento logístico inicial do AGM-84L Harpoon Block II, contempla uma estrutura de
suporte compatível com as necessidades operacionais da Força no curto e médio prazo. A internalização
das atividades de 1º e 2º níveis de manutenção, bem como a capacitação técnica de militares e a
implantação da infraestrutura de apoio nos esquadrões designados, configuram avanços importantes
para a autonomia técnico-logística do Projeto.
Art. 30. Manutenção: a manutenção do sistema Harpoon está estruturada em níveis escalonados,
conforme a seguir, com algumas atividades já internalizadas:
I.1º Nível: manutenção preventiva de armazenamento, realizada pelo PAMB-RJ e GLOG-SC, essa
manutenção compreende:
a. inspeções on-condition das condições de armazenamento;
b. monitoramento do indicador de umidade e da válvula de alívio (TA440-05C-05C-R); e
c. substituição do dessecante do container (conforme especificação MIL-D-3464, TYPE I), quando
necessário.
II.2º Nível: manutenção intermediária, também internalizada, cabendo destacar que as equipes de
manutenção de 2º nível foram treinadas e certificadas pela Boeing e pela US Navy no escopo do
contrato original de aquisição. Essa manutenção é realizada pelo GLOG-SC e envolve:
a. testes funcionais por meio do equipamento Portable Missile BIT Checker Test Set AN/DSM-173; e
b. detecção de falhas e verificação geral do estado funcional dos mísseis.
III.3º Nível: não há manutenção de 3º nível estabelecida para o Harpoon na FAB.
IV.4º Nível: nível industrial, reservado para manutenções complexas não realizadas internamente e que
requerem contratação sob demanda da Boeing.
Art. 31. Suprimento: a reposição de componentes e insumos ocorre apenas sob demanda, utilizando o
contrato de suporte logístico complementar, BR-P-GVX.
Art. 32. Assistência Técnica: a assistência técnica ocorre via suporte logístico por meio do case FMS, BR-
P-GVX, com vigência financeira prevista até setembro de 2026, cabendo ressaltar que:
I.os mísseis reais, foram submetidos a inspeção técnica pela fabricante Boeing em 2020. Após essa
inspeção, foi estabelecido que cada unidade possui validade operacional de 10 anos, sendo necessário
programar o processo de recertificação do Lote 89 para 2030 e do Lote 91 para 2033.
II.Conforme orientação da US Navy, o processo de contratação para essa recertificação deverá ser iniciado
com antecedência, idealmente a partir de 2026, para garantir a continuidade da disponibilidade
operacional.
Art. 33. Engenharia: o suporte de engenharia ocorre apenas sob demanda, utilizando o contrato de
suporte logístico complementar, BR-P-GVX.
Art. 34. Gestão da Configuração: não contratada, ficando internamente sob responsabilidade do Parque
Central. A operação efetiva requer gestão de configuração harmônica entre o míssil e o avião.
Art. 35. Publicações: o Projeto foi entregue com todas as publicações técnicas necessárias para
operação e manutenção nos níveis previstos no contrato de aquisição (1º e 2º Níveis). A atualização
dessas publicações técnicas é um dos entregáveis do Case BR-P-GVX (Follow-On Support) dos mísseis
Harpoon.
Art. 36. Recursos Humanos: os técnicos da FAB foram capacitados para realizar as tarefas definidas no
escopo da manutenção internalizada.
Art. 37. Equipamentos de Teste e Suporte: os equipamentos necessários à manutenção de 2º nível,
incluindo o Checker Test Set, foram devidamente adquiridos em quantidade suficiente para uma Base
Aérea, com a capacidade de operação deslocada. Atualmente estão operacionalizados em instalações
que concentram infraestrutura de teste e verificação dos mísseis. Entretanto, esses equipamentos
também requerem manutenção de 4º nível, que atualmente é realizada sob demanda utilizando o
contrato de suporte logístico complementar, BR-P-GVX.
Art. 38. Infraestrutura: não faz parte do escopo de contratação, ficando a cargo da FAB providenciar as
instalações para manutenção dos itens.
Seção V
Do Cenário Operacional de Utilização do Acervo
Art. 39. O cenário operacional de utilização do acervo, informado pela DIRMAB no Ofício nº
42/MBCV/5554, de 24 de agosto de 2025, bem como caracterizado pela projeção da quantidade de
aeronaves distribuídas e esforço aéreo anual estimado para os mísseis, consta separadamente no
relatório técnico RT 012/TENG/2025 Rev. 1, do PAMB-RJ, e não é apresentado aqui devido à
sensibilidade dos dados. Nesse contexto, considerou-se a aeronave montada em configuração simétrica.
Seção VI
Das Metas Anuais de Disponibilidade
Art. 40. As metas anuais de disponibilidade, utilizadas como requisito de desempenho logístico, foram
definidas pela DIRMAB no Ofício nº 42/MBCV/5554, de 24 de agosto de 2025, e não são apresentadas
aqui devido à sensibilidade dos dados.
Seção VII
Dos Grupos de Materiais Selecionados
Art. 41. Conforme ICA 65-40, o Projeto Harpoon pode ser organizado em partes relevantes ou Grupos
de Materiais, a serem suportados por meio de uma estrutura de elementos de suporte aplicáveis.
Art. 42. Os grupos de materiais são definidos em função da conveniência e melhor julgamento com base
no conhecimento do Sistema de Armas. Em linhas gerais, essa escolha busca grupos de materiais que,
indicativamente, demandarão soluções de suporte relevantes relativamente homogêneas.
Art. 43. Este artigo aborda sobre o GRUPO 1 PLATAFORMA:
I.O Grupo 1 é formado pelo próprio míssil, quando completo, na versão real (OM) e de treinamento
(CATM);
II.Os itens que integram este grupo estão listados no ANEXO III.
Art. 44. Este artigo aborda sobre o GRUPO 2 ITENS DE SUPORTE À PLATAFORMA:
I.Este grupo é formado pelos itens de suporte à plataforma, tais como os equipamentos de
armazenamento e transporte, além dos equipamentos e bancadas de teste e manutenção, específicos
da plataforma, incluindo seus itens não recuperáveis. São itens essenciais para o emprego do Projeto;
II.Os itens que compõem este grupo estão listados no ANEXO IV.
Art. 45. Este artigo aborda sobre o GRUPO 3 CONSUMÍVEIS:
I.Grupo formado por produtos que são enquadrados como produtos especiais, produtos químicos, tintas
e solventes. São itens para os quais não há dependência do fabricante do sistema;
II.Foram agrupados por existir na FAB um processo centralizado de aquisição desses itens no PAMA-SP,
podendo ou não ser inseridos em tal processo, de acordo com os requisitos de desempenho e soluções
de estratégias de suporte que venham a ser recomendadas para o Projeto;
III.Os itens que compõem este grupo estão listados no ANEXO V.
CAPÍTULO III
INSTRUMENTOS DE SUPORTE RECOMENDADOS
Seção I
Das Considerações Iniciais
Art. 46. Os fatores de planejamento da estratégia de suporte logístico, em linhas gerais, se enquadram
em classes de Requisitos, Riscos, Custos e Prazos. As relações de dependência entre esses fatores de
planejamento são, normalmente, conflitantes.
Art. 47. O estabelecimento de Requisitos mais complexos pode se refletir em fatores de Custos
ampliados, Prazos alongados e maior exposição a Riscos. A redução de Prazos pode se refletir em
aumento de Custos e Riscos, e limitação de Requisitos. A contenção excessiva de Riscos pode se refletir
em aumento de Custos e Prazos, bem como tornar os Requisitos de desempenho mais limitados. A
limitação de Custos pode se refletir em ampliação de Prazos, redução de Requisitos de desempenho e
aumento de Riscos.
Art. 48. O mecanismo adotado para orientar o planejamento do suporte logístico no ciclo de vida supõe
o estabelecimento de um objetivo a ser pesquisado. Em outras palavras, estabelecemos, a título de
restrições a serem consideradas: os níveis de Riscos máximos toleráveis, os Prazos limite julgados
razoáveis e os Requisitos de desempenho mínimos a serem atendidos. A partir daí, buscamos otimizar
custos, reduzindo este último parâmetro, tanto quanto possível.
Art. 49. Os Requisitos mínimos correspondem aos requisitos de desempenho estabelecidos para o
sistema primário ao longo do ciclo de vida, ou seja, requisitos de utilização (ex.: alocação de acervo e de
esforço de utilização) e disponibilidade anuais ao longo do ciclo de vida residual.
Art. 50. Esses requisitos mínimos devem ser atendidos com um nível de confiança julgado razoável. Essa
confiança a respeito do atendimento aos Requisitos de Desempenho está associada diretamente aos
riscos máximos tolerados para o adequado suporte ao Projeto.
Art. 51. Conforme estabelecido anteriormente, os Riscos máximos estão associados, ao menos, a duas
componentes de planejamento: as características intrínsecas de acervo; e os tipos de instrumentos de
suporte considerados.
Art. 52. Os Prazos máximos, na realidade, estão ligados à continuidade da existência de suporte logístico
em vigor. Os Sistemas Primários que possuem arranjos de suporte logístico com data limite de operação
(ex.: término de contrato de suporte logístico) definem prazos para a entrada de um novo arranjo (ou
extensão daquele preexistente) de suporte, de modo a não permitir solução de continuidade.
Art. 53. As alternativas de Instrumentos de Suporte resultantes da análise são avaliadas, por fim, quanto
ao critério de minimização de custos totais de suporte no ciclo de vida residual.
Art. 54. Nesse ponto, cada Grupo de material estabelecido foi estudado em detalhe, considerando suas
características intrínsecas e, para cada característica, foram pesquisadas soluções de suporte que
permitissem conter riscos de não atendimento aos requisitos de desempenho.
Art. 55. Quando disponíveis mais de uma solução de suporte julgada razoável, que atendam os
requisitos de desempenho nos prazos requeridos e que contenham riscos de maneira aceitável, são
usados critérios comparativos entre as alternativas, em termos de custos relativos no ciclo de vida para
a seleção dos instrumentos de suporte a serem adotados.
Art. 56. Ao final, os Instrumentos de Suporte, ainda tratados de maneira segmentada, organizados por
Elementos de Suporte, são reorganizados tendo-se em conta a importância de um gerenciamento
integrado do suporte.
Art. 57. Considerando as análises de cada grupo de material, restringidas ao cumprimento dos requisitos
de desempenho, que são os requisitos mínimos aceitáveis, e ainda considerando os prazos e riscos
máximos, bem como minimização de custos totais de suporte no ciclo de vida, os instrumentos de
suporte recomendados serão detalhados nas Seções a seguir.
Seção II
Do Instrumento de Suporte 1: Agência Governamental (FMS)
Subseção I
Da Aplicação no Projeto
Art. 58. No âmbito do Projeto Harpoon, este Instrumento de Suporte visa cobrir as manutenções não
programadas que não possam ser resolvidas no 2º nível internalizado pela FAB, sendo destinado à:
I.Manutenção On-System Não Programada de 3º/4º nível, sob demanda, para o Grupo 1 (Plataforma); e
II.Manutenção Off-System Não Programada de 2º/3º nível, sob demanda, para o Grupo 2 (Itens de
Suporte à Plataforma).
Art. 59. Este Instrumento de Suporte abrange também o fornecimento de materiais sob demanda, bem
como outras aplicações no Projeto, sendo destinado à:
I.Fornecimento de Não Recuperáveis de troca eventual dos itens dos Grupos 1 e 2;
II.Assistência sob demanda (On Call Support);
III.Central de Atendimento Técnico (Help Desk);
IV.Engenharia no nível indústria, incluindo:
a) Respostas a Perguntas de Engenharia (Q&A Query Answer); e
b) Investigação de Defeitos.
V.Fornecimento de atualização de publicação;
VI.Capacitação para manutenção de 1º e 2º nível dos Grupos 1 e 2; e
VII.Capacitação para suporte de engenharia ao projeto.
Art. 60. Este Instrumento de Suporte visa, ainda, atender à revalidação de certificação do Lote 89 (a ser
realizada até 2030) e do Lote 91 (a ser realizada até 2033), para prover a extensão de vida dos mísseis,
na modalidade de fornecimento programado.
Subseção II
Dos Prazos
Art. 61. Atualmente há um suporte logístico por meio do Case FMS BR-P-GVX, com vigência financeira
prevista até setembro de 2026. Portanto, a renovação do suporte logístico via FMS deverá ser iniciada
em 2026.
Art. 62. Nesse contexto é importante ressaltar que a Marinha Americana deixará de operar a versão de
lançamento aéreo do míssil Harpoon em 2035.
Art. 63. Portanto, uma nova análise técnica deverá ser realizada até o ano de 2032, para reavaliar a
estratégia de suporte logístico baseada nos dados operacionais, no cenário geopolítico e na
obsolescência do míssil. A futura análise deverá levar em consideração outros Instrumentos de Suporte,
em substituição à recomendação atual.
Seção III
Do Instrumento de Suporte 2: Manutenção Internalizada
Subseção I
Da Aplicação no Projeto
Art. 64. Este instrumento de suporte refere-se às atividades que serão realizadas internamente pela
Força Aérea Brasileira, com uso de infraestrutura, ferramental e recursos humanos próprios. Sua
aplicação no Projeto Harpoon para os Grupos 1 e 2 abrange:
I.Manutenção On-System Programada de 1º Nível;
II.Manutenção On-System Programada de 2º Nível;
III.Manutenção Off-System Programada de 2º Nível;
IV.Manutenção Off-System Não Programada de 1º e 2º Nível;
V.Treinamento para manutenção On/Off-System Programada de 1º e 2º Nível; e
VI.Treinamento para manutenção On/Off-System Não Programada de 1º e 2º Nível.
Subseção II
Do Prazo
Art. 65. Em razão da capacidade já implantada, o prazo para atendimento desta demanda é imediato.
Seção IV
Do Instrumento de Suporte 3: Fornecimento por Comissão
Subseção I
Da Aplicação no Projeto
Art. 66. No âmbito do Projeto Harpoon, este Instrumento de Suporte é destinado às aquisições de itens
não recuperáveis do Grupo 2 e produtos do Grupo 3, por meio das Comissões Aeronáuticas no exterior,
como alternativa para os casos em que não seja possível a inclusão desses materiais no Instrumento de
Suporte via FMS, ou nos casos em que não se tenha um contrato de suporte vigente.
Art. 67. Para os produtos do Grupo 3, em particular, recomenda-se a aquisição por meio do processo já
implantado, no qual todas as aquisições de PESPE, PQUIM e TSOL são realizadas de forma centralizada
pelo PAMA-SP.
Subseção II
Do Prazo
Art. 68. Devido à sua simplicidade, este Instrumento de Suporte pode ser iniciado a partir de 2026,
conforme demanda.
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 69. As Estratégias de Suporte dos acervos apoiados devem ser devidamente revisadas
periodicamente, em intervalos de tempo não superior a cinco anos (como regra geral), por meio da
revisão dos correspondentes PSLI, de acordo com o PCA 65-1 ou antecipadamente, quando fatos
relevantes forem identificados pelo Órgão Central do SISMAB ou comunicados pelo respectivo Parque
Responsável.
Art. 70. A DIRMAB manterá os Parques atualizados a respeito dos fatores de planejamento relevantes
para o planejamento do ciclo de vida, englobando utilização dos sistemas primários e disponibilidade
planejada ano a ano, bem como outras informações adicionais eventualmente julgadas relevantes.
Art. 71. Os estudos para elaboração / revisão, para cada acervo / grupo de material comum selecionado,
de seu correspondente PSLI deverão se iniciar ao menos oito meses (preferencialmente com 12 meses
de antecipação) antes da data limite para a emissão da publicação (PCA) que o substancia, conforme
definido na programação constante do PCA 65-1.
CAPÍTULO V
CONCLUSÕES
Art. 72. O presente Plano identificou o melhor conjunto de instrumentos de suporte para apoiar a
operação do Projeto Harpoon, com a melhor informação disponível no momento da análise.
Art. 73. A premissa básica foi o cumprimento dos requisitos de desempenho, sujeitos às restrições de
prazos e riscos máximos, objetivando, ainda, minimizar os custos.
Art. 74. É importante salientar que a solução para uma estratégia de suporte é uma solução ótima local,
delineada pelas restrições e condições de contorno consideradas na análise. Mudanças representativas
nestas condições, como aumento expressivo de frota, taxas de falhas muito maiores do que as previstas,
aumento ou redução considerável da meta de disponibilidade estabelecida, dentre outros, resultam na
necessidade de revisão da estratégia de suporte recomendada.
Art. 75. A estratégia de suporte recomendada é composta por um mix de instrumentos de suporte, que
aplicados cumulativamente irão garantir o suporte adequado ao Projeto, considerando as suas
características específicas e os requisitos de desempenho estabelecidos.
Art. 76. O suporte logístico do Projeto Harpoon demanda estratégias híbridas para enfrentar seus
desafios:
I.continuidade operacional via FMS até 2035, com extensão do case BR-PGVX;
II.autonomia progressiva pela internalização de manutenções de 1º e 2º níveis e gestão de estoques; e
III.mitigação de riscos (ex.: obsolescência mediante recertificação decenal, ruptura da cadeia de
suprimentos com estoques críticos e transição para novas plataformas pós-desativação do P-3AM
Orion).
Art. 77. Nesse contexto, é importante ressaltar que o suporte via FMS se tornará comprometido em
2035, exigindo uma reavaliação das estratégias de suporte logístico do Projeto Harpoon. Portanto, uma
nova análise técnica deverá ser realizada até o ano de 2032, para atualizar a estratégia de suporte
logístico baseada nos dados operacionais, no cenário geopolítico e na obsolescência do míssil.
Art. 78. A solução final objetivou manter internalizadas as manutenções de 1º e 2º Níveis do Projeto,
por estas já terem condições de ser realizadas pela FAB, garantindo os respectivos meios de suprimento
para execução. Por outro lado, buscou prover os meios para realização tempestiva das manutenções
que necessitam ser realizadas pelo fabricante da plataforma.
Art. 79. É importante considerar, ainda, que a adoção de um instrumento de suporte não extingue a
necessidade do estabelecimento de níveis de estoques adequados, considerando estoques de segurança
para produtos e itens não recuperáveis, de modo a suprir demandas durante o lead time, bem como
estoques de giro para recuperáveis, tendo em vista o turnaround time.
ANEXO II
Abreviaturas e Siglas
ANEXO III
Grupo 1 Plataforma
Quadro 2 Grupo 1 (Plataforma).
PN
NOMENCLATURA
642AS1340-4414
AIR LAUNCH HARPOON BLOCK II, AGM-84L
642AS0230-3
WING ROOT FAIRING U
Quadro 1 Abreviaturas e Siglas.
SIGLA
DESCRIÇÃO
AGE
AIRCRAFT GROUND EQUIPMENT
AT
Assessoramento Técnico
BS
Boletim de Serviço
BT
Boletim Técnico
COMAER
Comando da Aeronáutica
COMGAP
Comando-Geral de Apoio
CST
Certificado Suplementar de Tipo
DCTA
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
DIRMAB
Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico
DT
Diretiva Técnica
EAS
Equipamento de Apoio de Solo
EMAER
Estado-Maior da Aeronáutica
FH
Flight Hours
GFE
Government-Furnished Equipment
IFI
Instituto de Fomento e Coordenação Industrial
LHA
Last Higher Assembly
NHA
Next Higher Assembly
SILOMS
Sistema Integrado de Logística de Material e Serviços
SISMAB
Sistema de Material Aeronáutico e Bélico
STC
Supplemental Type Certificate
642AS0677
COVER PLATE
642AS0753
POWER CONVERTER
642AS0755-1
DUAL BATTERY
642AS4200 / 642AS4400
ALTIMETER, RADAR (HARPOON)
642AS4803-4401 / 642AS4803-1501
GUIDANCE CONTROL UNIT, HARPOON
642AS3500-4
SEEKER, RADAR (HARPOON)
642AS4804-1
ANTENNA
642AS1357-1
CABLE ASSY
642AS1358-1
CABLE ASSEMBLY
642AS1809-1
CABLE ASSY SPEC
72D085539
CABLE, FILE SERVER, P-3A
642AS4200 / 642AS4400
ALTIMETER, RADAR (HARPOON)
642AS0254
WING, MISSILE
642AS0258
WING, MISSILE
642AS0260
FIN, MISSILE CONTROL
642AS0581
COVER ASSEMBLY, ENGINE EXIT
642AS5360
ARMING WIRE ASSEMBLY (ATTACHING PARTS)
642AS5460
ARMING WIRE ASSEMBLY (ATTACHING PARTS)
79-5043-2040
BALLISTIC AIR TEST VEHICLE, AIR DATM-84A-1C (CAPTIVE)
543-174-0109
TRAINING MISSILE, INERT, AIR ATM-84A-1B/20640
78-XSK-0012
WING
543-174-0280
WING
543-174-0270
WING
78-XSK-0010
FIN, CONTROL
543-174-0241
FIN, CONTROL
543-174-0281
WING
543-174-0269
WING
642AS0257
SPRING FLAT (ATTACHING PARTS)
MS20392-3C35
PIN, STRAIGHT
AN960-416L
WASHER FLAT
MS24665-132
COTTER PIN
642AS2072-1 / 1380540
LUG, SUSPENSION, MK 3 MOD 0
M81582/09-2 / 642AS1597 /
642AS0786 / 642AS1137
CAP, PROTECTIVE
NAS1190E08P4N/ NAS1190E08P5N
SCREW
ANEXO IV
Grupo 2 Itens de Suporte à Plataforma
Quadro 3 Grupo 2 (Itens de Suporte à Plataforma).
PN
NOMENCLATURA
72A005072-1001
CONTAINERS MK 607 MOD 0 - HARPOON MISSILE EXTENDED AIRLAUNCH LUG KIT
TA440-05C-05C-R
VÁLVULA DE ALÍVIO / INDICADOR DE UMIDADE DO CONTAINER
72A005069-1001
KIT, HARPOON MISSILE EXTENDED AIRLAUNCH LUG
72A005071-1001
LUG-EXTENDED AFT AIRLAUNCH (EXTENDEDAFT SUSPENSION LUG)
72A005070-2001
LUG-EXTENDED FWD AIRLAUNCH (EXTENDEDFORWARD SUSPENSION LUG)
NAS585R5
BOLT
NAS585-5
BOLT
NAS586R5
BOLT
KHF9000-6
INSERT, FLOATING /75237/ /NAVAIRSYSCOM SPECIFICATION CONTROL DRAWING
642AS0714-12/
PN
NOMENCLATURA
TR13718
INSERT, FLOATING /29372/ /NAVAIRSYSCOM SPECIFICATION CONTROL
DRAWING 642AS0714-12/
KHF9000-5
INSERT, FLOATING /75237/ /NAVAIRSYSCOM SPECIFICATION CONTROL DRAWING
642AS0714-11/
TR13717
INSERT, FLOATING /29372/ /NAVAIRSYSCOM SPECIFICATION CONTROL DRAWING
642AS0714-11/
TA440-05C-05C-R
VÁLVULA DE ALÍVIO/INDICADOR DE UMIDADE DO CO
MHU-125A/E
Platform Skid
MHU-141/M
Munitions Trailer
MHU-83B/E
Aerial Stores Lift Truck
MHU-83C/E
Aerial Stores Lift Truck
MHU-97/E
Hook Adapter
MHU-98/E
Tiedown Strap
MIL-T-27260
Tiedown Strap
MIL-W-26497
Handle, Torque, Low Range Screwdriver, Type 1 (Size 2)
MJ-1
Aerial Stores Lift Truck
MJ-4
Fork Adapter Assembly
MK-7
BOMB TRAILER (67A247F86)
Mk 37 Mod 0 or 1
Beam, Lift, HARPOON Airlaunch
Mk 45 Mod 2
Handlift Truck
Mk 51 Mod 1
Weapon Carrier (651AS100)
Mk 607 Mod 0
Air Launched Missile - HMB Container
Mk 91 Mod 1
Hook Adapter (2643315)
AWB 384
Stamp, Rubber
F310993
Fork Adapter
HTS2 thru HTS5
Torque Tips
H1004
Bomb Hoist Adapter
Bit, Drill, Metal, 0.125 in. (3.17 mm)
Bit, Drill, Metal, 0.531 in. (13.49 mm)
Bit, Drill, Metal, 0.656 in. (16.66 mm)
Forklift Truck or Crane (4000 lb. or greater capacity)
Generator Set MD-3 (Ground Power Cart)
Shop Vacuum
A/S 32K-8
Aerial Stores Lift Truck
ADU-405/E
Roller Height Adapter (64A114C134-1)
AERO 51C
Weapons Trailer
AERO 58A
Adapter, Front Adapter (64A114D16-1), Rear (64A114D17-1)
PD3B
Pneumatic Drill, 3/8 in
Torque Wrench - Range Requirements 0 to 100 ft. lbs (0 to 135.60 N.m)
Torque Wrench - Range Requirements 0 to 100 in. lbs (0 to 11.3 N.m)
Torque Wrench - Range Requirements 0 to 150 in. lbs (0 to 16.95 N.m)
Torque Wrench - Range Requirements 0 to 300 in. lbs (0 to 33.9 N.m)
Torque Wrench - Range Requirements 0 to 75 in. lbs (0 to 8.48 N.m)
TIF92B2
Roller Assembly
TK5
Insert Installation Tool Rexnord Inc. (26390)
TK6
Insert Installation Tool Rexnord Inc. (26390)
446AS-3RL
Depth Gage Starrett (9E320)
58C46146-1 or
67A314C37
Chock Assembly
64C35569-1
Roller Assembly
65D35578-7
Adapter Ground Handling Equipment (Long Bar)
PN
NOMENCLATURA
67A314C33
Shackle Assembly
67A314D150-1
Roller Adapter Assembly
69E6219
Adapter Ground Handling Equipment (Fork Assembly)
72D015066-1001
HARPOON Section Screw Loosening Tool
72D015071-1001
Radome Cover Assembly
AN/DSM-173
Portable Missile BIT Checker Test Set
72A239017-1005
HARPOON BLOCK II SIMULATOR (H2SIM)
AWM-103B
642AS1340-XX05
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX06
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-XX07
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX08
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX09
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-XX10
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX14
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX15
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-XX16
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX20
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-XX21
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-XX22
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-1
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84A-1
642AS1340-3
TRAINING MISSILE, INERT WARHEAD AIR ATM-84A-1A
642AS1340-4
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84D-1
642AS1340-6
TRAINING MISSILE, INERT WARHEAD AIR ATM-84D-1A
642AS1340-13
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84D-1
642AS1340-15
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84D-1
642AS1340-32
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84D-1A
642AS1340-33
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84D-1B
642AS1340-34
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84G-1
642AS1340-35
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84G-1
642AS1340-40
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-41
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-42
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-43
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-44
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-45
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-46
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84G-1
642AS1340-47
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84G-1
642AS1340-48
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-49
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-50
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-51
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-52
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-53
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-54
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-55
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-56
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-57
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-58
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-59
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-60
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
PN
NOMENCLATURA
642AS1340-61
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-62
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-63
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-64
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-65
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-66
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-67
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-68
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-69
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-70
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-71
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-72
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-73
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-74
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-75
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-76
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-77
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-79
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84G-1
642AS1340-80
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84G-1
642AS1340-85
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-86
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-87
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-88
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-91
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-92
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-93
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-94
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-95
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-96
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-98
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-100
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-101
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-102
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-103
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-104
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-105
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-106
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-107
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-108
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-109
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-110
EXERCISE TRAINING MISSILE, AIR ATM-84L-1
642AS1340-111
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-112
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-113
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-114
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
642AS1340-115
SURFACE ATTACK GUIDED MISSILE, AIR AGM-84L-1
ANEXO V
Grupo 3 Consumíveis
Quadro 4 Grupo 3 (Consumíveis).
NOMENCLATURA
Methyl Ethyl Ketone (MEK)
Cloth, Cleaning, Low-lint, Type II
Sealing Compound, Temperatureresistant,
Integral Fuel Tanks and Fuel
Cell Cavities, High-adhesion, Class A
Cleaning Solvent, Type III
Ink, Black
Absorbent Material (cotton or disposable paper wiping cloth),
Commercial
Boric Acid, Commercial
Floor Sweeping Compound, Fuel Absorbing
Masking Tape, Commercial Grade
Paper, Abrasive, Silicone Carbide, Waterproof, 600 Grit
Cloth, Coated Abrasive, Aluminum Oxide,320 Grit
Paint, Stencil, Flat, Type 1, Color Nos. 17038 (Gloss Black) and 11136
(Gloss Red)
Ink, Marking, Stencil, Opaque, Black
PH Test Kit
Methyl Ethyl Ketone (MEK)
Seals, Antipilferage, Security
Brushes, Acid Swabbing, Type II,Class 1
Abrasive Mats, Non-woven, Nonmetallic
Barrier Material, Flexible, Electrostatic Free, Heat Sealable
Corrosion Preventive Compound, Solvent Cutback, Cold Application,
Grade 2
Coating, Urethane, Aliphatic Isocyanate,for Aerospace Applications,
Type I, Color Nos. 17875 (Gloss White), 30117 (Lusterless Brown),
35109 (Lusterless Blue)
Cloth, Cleaning, Low-lint, Type II
Detergent, General Purpose (Liquid,Nonionic), Type I
(silica gel) Desiccant, Activated, Bagged, Packing Use and Static
Dehumidification, Type I, 88 units
Grease, Molybdenum Disulfide, for Low and High Temperature,
NATO Code Number G-353
Lacquer, Acrylic-nitrocellulose Gloss
Lubricant, Solid Film, Air Cured, Corrosion Inhibiting
Primer Coating, Epoxy Polyamide,Chemical and Solvent Resistant
Silicone Compound, NATO Code NumberS-736
Sealing Compound, Temperatureresistant,Integral Fuel Tanks and
Fuel Cell Cavities, High-adhesion, Class A
Trichloroethane, 1, 1, 1, (Methyl Chloroform)Inhibited, Vapor
Degreasing
Solvent, Cleaning, Electrical Component(Refer to specification
control drawing 642AS0810)
Cap, Dust, Plastic, Electric Connectors
Cleaning Solvent, Type III
Tape, Packaging, Vinyl Plastic Film, Color Nos. 30117 (Lusterless
Brown), 30140 (Lusterless Brown), 33538 (Lusterless Yellow), and
35109 (Lusterless Blue)
Cloth, Cleaning
NOMENCLATURA
Enamel, Lusterless, Quick Drying Styrenated Alkyd Type
Dope and Lacquer Thinner
Cap, Protective
Cap Shipping /15819/
Ink, Black
Cloth, Coated, Abrasive, Aluminum Oxide, 500 Grit
ADESIVO / SELANTE
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Washer
Washer
Washer
Washer
Washer
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Nut
Screw
Screw
Screw
Screw
Screw
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
NOMENCLATURA
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Rivet
Bolt
Bolt
Bolt
Bolt
Bolt
Bolt
Screw
Clamp
Splice
Splice
Cap, Electrical
Compound Solvent, For Use In Integral Fuel Tanks
Bolt
Bolt
Bolt
Bolt
Washer
Nut
Collar
Clamp, Loop
Packing
Packing
Elbow
Swaging Sleeve