As iniciativas devem ser voltadas para contribuir para a projeção de atividades de interesse do
COMAER, ao mesmo tempo em que se estimula a prospecção de novos negócios vinculados ao
espaço que possam fortalecer e aumentar as capacidades atuais da FAB na exploração desse
domínio.
Art. 123. O Eixo Estratégico Infraestrutura consiste em possuir estruturas de apoio de solo que
propiciem o adequado suporte operacional, em especial aquele que suportará diretamente a
operação dos meios aéreos (pistas de pouso, pistas de táxi, pátios de estacionamento, paióis de
armamento, hangaretes, hangares de manutenção, hangares de lavagem, entre outros). Uma
outra variável fundamental são as estruturas móveis, imprescindíveis para o desenvolvimento das
atividades operacionais e de suporte necessárias, onde se destacam: Unidades Celulares de
Intendência - UCI, Unidades Celulares de Engenharia - UCE, Unidades Celulares de Saúde - UCS,
Unidades Celulares de Manutenção - UCM, assim como outros componentes similares. Toda
construção, manutenção ou melhoria de infraestrutura de apoio deve ter como foco fornecer ou
aprimorar a capacidade de suportar as necessidades finalísticas. Considera os seguintes aspectos:
I - tendo em vista que os vetores aeroespaciais são extremamente dependentes de estruturas de
apoio quando no solo, a implantação de novos vetores, bem como a eventual transferência de
sede de uma Unidade Aérea, somente deverá ocorrer após um estudo multidisciplinar, conduzido
pelo EMAER, abordando-se os impactos decorrentes da modificação, a fim de que a infraestrutura
de suporte à operação faça parte do planejamento inicial da proposta e que seja executada antes
da efetiva reorganização pretendida;
II - a mobilidade será assegurada por meio da implantação e/ou da ampliação da infraestrutura
aeronáutica localizada em pontos estratégicos do País, especialmente na Região Amazônica.
Devem ser considerados ainda todos os equipamentos móveis exigidos para as atividades de
suporte nessas localidades, quais sejam, balsas, Equipamentos de Apoio de Solo - EAS, fontes de
energia, sistemas de fornecimento de combustíveis, veículos de apoio entre outros, que compõem
as Unidades Celulares supracitadas. Nesse sentido, objetiva-se viabilizar as condições adequadas
para receber as Unidades Aéreas envolvidas nos exercícios e nas operações militares. Sendo assim,
o COMAER buscará empenhar-se, direta e indiretamente, na construção e na recuperação da
infraestrutura nacional julgada estratégica;
III - é importante considerar que muitas estruturas de apoio, nas quais a FAB opera possuem
natureza multiorganizacional, especialmente, na região amazônica. Diante dessa realidade,
estrategicamente, é fundamental engajar outros segmentos do Ministério da Defesa, das Forças
Singulares e, até mesmo, de Agências Estatais, no compartilhamento das responsabilidades pela
manutenção dessas estruturas regionais em condições mínimas de segurança operacional. As
capacidades orçamentárias do COMAER não possibilitam a consolidação de ações continuadas e
isoladas capazes de garantir a sustentação dessas estruturas. Com isso, os indicadores de
segurança operacional são priorizados e, por vezes, configuram situações impeditivas para que a
FAB consiga empregar os seus meios em localidades cujas estruturas se encontram em processo
de degradação acentuado;
IV - a capacidade logística (suprimento e ressuprimento) buscará garantir prontidão e flexibilidade,
no sentido de a FAB estar preparada para suportar os meios aéreos em qualquer aeródromo do
território nacional, com a prioridade para aqueles onde há infraestrutura própria da Aeronáutica.
Nas situações apresentadas no item anterior, deverão ser mobilizadas em conjunto as estruturas
responsáveis pela garantia da segurança operacional, visando a uma maior flexibilidade de
cumprimento das missões de interesse nacional; e
V - o COMAER deverá ajustar suas prioridades para manter, sob sua guarda, apenas o patrimônio
imobiliário que efetivamente é utilizado ou se vislumbra como de emprego futuro. Tal iniciativa